A Redação
Goiânia – Goiás ocupa duas posições de destaque no Observatório Nacional das Eleições Gerais de 2026 (ONEG-2026), instância criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para acompanhar o pleito deste domingo (4/10).
O conselheiro federal por Goiás, Wandir Allan de Oliveira, foi nomeado membro consultor do órgão, em âmbito nacional, e a secretária-geral da OAB-GO, Talita Silvério Hayasaki, responde pela coordenação regional do Observatório no Estado.
A designação de Wandir Allan consta da Portaria nº 705/2026, assinada pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. Ele divide a função com outros cinco consultores: Cristiane Mendonça (ES), Cassio Felipe Goes Pacheco (CE), Laura Schertel Ferreira Mendes (DF), Willian Guimarães Santos de Carvalho (PI) e Layla Abdo Ribeiro de Andrada (MG). O advogado goiano preside, desde abril de 2025, a Comissão Especial de Direito Eleitoral do Conselho Federal.
Já a coordenação regional foi definida pela Portaria nº 707/2026, também assinada por Simonetti, a partir de indicação da Seccional goiana. “A advocacia tem compromisso histórico com a democracia e com a lisura do processo eleitoral. O Observatório leva esse compromisso a todas as regiões de Goiás, com colegas preparados para acompanhar o pleito e dar resposta rápida a qualquer intercorrência”, afirma Talita Silvério Hayasaki.
Estrutura em Goiás
Sob a coordenação da secretária-geral, seis advogados atuam como membros do ONEG-2026 nos municípios-polo do Estado: Cleone José Meirelles Júnior (Goiânia), Rodrigo Alves da Silva Barbosa (Itumbiara), Thaís de Araujo Paiva Lima (Luziânia-Águas Lindas de Goiás), Paulo Gonçalves de Paiva (Porangatu-Uruaçu), Alessandro Gil Moraes Ribeiro (Rio Verde) e Vanessa Cândido da Costa (Iporá).
A eles se somam 21 presidentes de Subseções, nomeados pelo presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, por meio da Portaria nº 226/2026-GP, como representantes da instituição nas zonas eleitorais. As indicações observaram critérios de proporcionalidade do eleitorado e de distribuição territorial, com fundamento na Resolução nº 34/2022 do Conselho Federal, e os nomeados ficam vinculados aos membros do Observatório em cada polo e à coordenação regional.
No polo de Goiânia, atuam Samuel Santos e Silva (Anápolis), Pedro Correa Mendes Neto (Itaberaí), Euster Pereira Melo (Inhumas), Giovana Vieira Pinto (Anicuns), Thadeu Botêga Aguiar (Catalão), Julio Miguel da Costa Porfirio Junior (Itapuranga), Murillo de Oliveira Dantas (Goiás) e Kelly Barros Melo (Pires do Rio). Em Itumbiara, Marcos Roberto de Oliveira (Morrinhos), Kamilla de Oliveira Ferreira (Caldas Novas) e Denise Alves Ferreira Machado (Piracanjuba). Em Luziânia-Águas Lindas de Goiás, Eduardo Araujo Pereira (Posse e Campos Belos) e Leoson Carlos Rodrigues (Flores de Goiás).
No polo de Porangatu-Uruaçu, estão Célia Ribeiro de Araújo (Mundo Novo), Geraldo Antônio Soares Filho (Niquelândia), Diego Marcal de Andrade (Rialma e Ceres) e Denys Welton Bruno (Goianésia). Em Rio Verde, Emília Santos Costa (Mineiros), Tiago Setti Xavier da Cruz (Jataí) e Osmar de Freitas Júnior (Quirinópolis). Em São Luís de Montes Belos-Iporá, Antunes Caetano Cabral (Palmeiras de Goiás).
Observatório
Instituído pela Resolução nº 10/2026 do Conselho Federal, o ONEG-2026 é o primeiro observatório nacional da OAB voltado especificamente às eleições gerais e amplia a experiência adotada pela entidade no pleito municipal de 2024. Entre suas atribuições estão o acompanhamento das candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas, o monitoramento da destinação dos recursos públicos de campanha e das regras de financiamento eleitoral, e a reunião de informações sobre acessibilidade dos locais de votação, violência política, coação de eleitores e desinformação.
O órgão também recebe denúncias ao longo do período eleitoral. Tem caráter institucional, sem representar candidatos, partidos ou coligações, e apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao término do pleito, uma análise dos principais temas acompanhados.
Decisão do TSE
Na sexta-feira (2/10), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deferiu parcialmente pedido do Conselho Federal da OAB e determinou a expedição de ofício, em caráter de urgência, a todos os Tribunais Regionais Eleitorais para que assegurem o pleno acompanhamento da votação e da apuração, em cada Mesa Receptora, pelos advogados nomeados pelas seccionais, nos termos do artigo 175, § 7º, da Resolução TSE nº 23.751/2026.
O pedido, protocolado em 29 de setembro, buscava ainda orientação nacional que garantisse o ingresso dos membros do Observatório e dos representantes da entidade nas seções eleitorais. Nesse ponto, o ministro entendeu que não cabe à Presidência do TSE ampliar, por decisão monocrática, as regras já fixadas pelo Plenário, mas registrou que o detalhamento do cumprimento da norma compete aos Tribunais Regionais e que a Corte poderá ser provocada caso haja obstáculo indevido à atuação da advocacia.
O segundo turno, onde houver, está marcado para 25 de outubro.
