Lis Lemos
Os servidores da Justiça de Goiás declararam greve, nesta terça-feira (20/9), a partir do meio-dia, quando começa o expediente no Tribunal de Justiça de Goiânia e demais comarcas. A greve foi definida na última quarta-feira (14/9) após uma assembleia, da qual participaram cerca de 500 funcionários.
De acordo com o diretor de Comunicação do Sindicato dos servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindijustiça), Norval Barbosa, os trabalhadores aguardavam desde o mês de agosto uma proposta do presidente do TJ, Vítor Lenza, quanto ao aumento dos salários, o que não ocorreu.
"Eles tiveram 70 dias para apresentar uma proposta. No dia da assembleia, um representante do presidente pediu mais duas semanas. Os funcionários ficaram decepcionados e declararam a greve", revela Barbosa. Ele conta, ainda, que o atendimento mínimo vai continuar sendo realizado, como entrega de mandados de segurança, para garantir que a greve não seja declarada ilegal.
Ao todo, são seis mil servidores concursados da Justiça de Goiás. A principal reivindicação da categoria é o aumento salarial. Atualmente, a média de ganho é de R$ 1.500. Segundo Norval, o salário dos funcionários do Estado é um dos mais baixos do país. "Ganhamos menos que 10% do salário de um juiz", afirma. No interior, Norval acredita que a greve deve fechar algumas comarcas, pois existem menos funcionários comissionados do que na Capital.