A Redação
Goiânia –
A secretária de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), Raquel Teixeira, recebeu na quinta e sexta-feira, 31/3 e 1º/4, uma comissão do Banco Mundial em Goiânia para apresentar o projeto de gestão compartilhada que será implantado na Educação de Goiás. Na oportunidade, foi iniciada uma parceria para que a instituição compartilhe a sua experiência nas áreas de ensino e gestão, contribuindo para o aperfeiçoamento da implantação do projeto.
As reuniões de trabalho ocorreram no gabinete da secretária e incluíram visita da comitiva a algumas escolas. Raquel Teixeira explanou sobre o sucesso que foi as OSs na Saúde do Estado, fato que levou o governador Marconi Perillo a querer experimentar o modelo de gestão também na Educação. A titular da pasta apresentou todos os documentos desenvolvidos até o momento e convidou oficialmente o Banco Mundial a se envolver na causa.
Coordenador setorial do Programa de Desenvolvimento Humano e Pobreza do Banco Mundial, Pedro Olinto encarou a oportunidade como única, pois “trata-se de um projeto inovador que, se der certo, as lições aprendidas serão muito úteis para outros Estados e países pelo mundo afora”, comentou. “O Estado está inovando em termos de políticas de melhoria da qualidade na Educação e estamos muito interessados em aprender”, completou o coordenador, dando ênfase à característica de inovação que há em Goiás.
São construídos alguns termos de acordo entre a Seduce e o Banco Mundial. Nesta semana as equipes de trabalho voltam a se reunir, desta vez por videoconferência, para dar andamento à parceria. “Tenho certeza que o Banco Mundial será um grande aliado para o sucesso na implantação das OSs na Educação. Estamos firmando aqui uma parceria com uma instituição que vai enriquecer as nossas ações”, frisou a secretária.
Confira a entrevista feita com o coordenador do Banco Mundial, Pedro Olinto:
Qual a visão que o Banco Mundial tem da Educação em Goiás?
Pedro Olinto: Em primeiro lugar, Goiás tem uma tradição de inovação na área da Educação, tem sido exemplo para o país. Mais uma vez o Estado está inovando com políticas de melhoria da qualidade na Educação, especificamente na área de gestão da escola. Nós, do Banco Mundial, estamos muito interessados em aprender conjuntamente com o Governo do Estado, com a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte. Aprender com essa experiência, apoiar o Estado no desenho e na implementação da experiência. Mas nosso maior interesse realmente é de acompanhar o Estado para aprender e ter lições para o futuro, que inclusive podem ser aplicadas em outros Estados e países.
A parceria entre o Banco Mundial e a Seduce já está firmada?
P.O.: Existe um acordo da diretoria do Banco Mundial para apoiar esse esforço da Secretaria. Viemos nessa primeira visita justamente para tentar desenvolver os termos desse acordo, um memorando de entendimento e de como será a participação do banco.
O que o Banco Mundial pode contribuir com o projeto das OSs?
P.O.: O banco tem experiências em duas áreas que talvez sejam interessantes para o Estado. Uma de políticas inovadoras na área de Educação e a outra na área de parcerias público-privadas, que tem algumas lições que podem ser úteis para esse projeto da gestão compartilhada. Vamos tentar juntar nossos especialistas para dar suporte ao desenho do projeto. Acho que a vantagem de ter o apoio do banco é a gente poder trazer expertise do mundo inteiro. Nós temos projetos na África, Europa, América Latina, Ásia, então eu acho que temos a condição de coletar esse conhecimento gerado no mundo inteiro para apoiar o projeto aqui.
O Banco Mundial pretende acompanhar todo o processo de implantação?
P.O.: Certamente. É um interesse de acompanhar e aprender com essa experiência que, na nossa opinião, é única e inovadora, que tem um potencial de ter um efeito de demonstração muito grande. Se esse projeto der certo aqui, serão muito úteis para outros Estados e países pelo mundo afora.
Como o senhor avalia a equipe que está à frente do projeto?
P.O.: Notei que as pessoas envolvidas nesse projeto e na Educação em geral são muito pragmáticas, muito executivas, positivas e estão realmente interessadas em ter resultado. Existe uma cultura de administração pública por resultado que é muito forte e eu acho que é o segredo do sucesso por aqui. A Raquel Teixeira é uma pessoa que tem não só uma visão muito clara de que é o caminho que ela quer traçar em conjunto com a equipe, mas é uma pessoa que tem muita coragem, é muito transparente e eu acho que ela realmente é a pessoa ideal para fazer essa mudança na Educação. (Com assessoria de imprensa)