A Redação
Goiânia –
O secretário Leonardo Vilela apresentou nesta segunda-feira (21/12), o balanço anual da Saúde em Goiás.
Os leitos gerais de UTI no Estado tiveram aumento entre 2011 e 2014 e neste ano sofreram pequena queda. Já os leitos de UTI da rede própria subiram de 177 em 2011 para 241 em 2015, e no próximo ano mais 53 devem entrar em operação no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
De acordo com o secretário, esse aumento na oferta de leitos na rede estadual e a complementação feita pelo governo do Estado desde 2013 ao valor da tabela SUS tem ajudado a amenizar a situação da oferta de Unidades de Terapia Intensiva. O SUS paga apenas R$474,00 pela diária de UTI e através do cofinanciamento do governo de Goiás, a SES-GO complementa em até R$ 1.100 as diárias. “No entanto, mesmo com a complementação do Estado, a situação dos hospitais conveniados está cada vez mais difícil”, diz.
Leonardo Vilela citou o caso da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. “Nós pagamos três parcelas para Santa Casa neste ano. Sem esses recursos a instituição já haveria fechado as portas. Mas veja bem, esse repasse do governo do Estado é voluntário. Cabe ao Ministério da Saúde fazer o pagamento por essa prestação de serviços. O problema é que a tabela SUS está tão defasada que o repasse do governo estadual torna-se cada vez mais insuficiente para cobrir o déficit da Santa Casa. E -*isso foi agravado porque neste mês o Ministério ainda não repassou os recursos.”
Gestão por OSs
O secretário da Saúde destacou que desde a implantação das OSs, quatro hospitais da rede própria receberam acreditação ONA, o que atesta a melhoria da qualidade do atendimento oferecido à população nas unidades estaduais. O Hospital Alberto Rassi (HGG) tem certificado ONA 2; o Hospital de Doença Tropicais (HDT), ONA 1; o Hospital da Região Sudoeste, ONA 1; e o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), ONA 2.
Leonardo Vilela ressaltou também que entre 2011 e 2015, as unidades de saúde estaduais tiveram aumento de 98% nos atendimentos ambulatoriais, 39% no número de cirurgias, 80% nas internações de enfermaria e 64% nas internações em UTI. “Continuamos investindo os mesmos 12% do orçamento em saúde, que é o percentual estabelecido pela Constituição. No entanto, conseguimos não só aumentar a produção como também melhorar a qualidade dos serviços prestados à população”.
O secretário destacou ainda a entrada em funcionamento do Hugol, que de julho a novembro atendeu 17.720 pacientes, realizou 4.793 cirurgias e mais de 127 mil exames. A unidade, que possui Banco de Sangue próprio, com capacidade para duas mil transfusões por mês, Centro de Queimados, atendimento em urgências clínicas e traumatologia pediátrica, apresentou índice de satisfação dos usuários superior a 97%.
Obras
Foram apresentados também dados sobre: as obras de construção dos Ambulatório Médicos de Especialidades (AMEs), em Quirinópolis, Goianésia, Formosa, Cidade de Goiás, São Luís de Montes Belos e Posse, e dos Centros de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs), em Quirinópolis, Goianésia, Caldas Novas, Morrinhos e Aparecida de Goiânia, que já está com 98% das obras concluídas; Central de Medicamentos Juarez Barbosa, que atendeu 32.850 pacientes de todo o Estado; e Plano de Contingências contra o Aedes Aegypti.
A notificação de casos de Zika vírus tornou-se obrigatória. Foi declarada Situação de Emergência em Saúde Pública no Estado e criado o Comitê Executivo Estadual de Combate ao Aedes. Além disso, até 31 de janeiro, a SES-GO em parceria com as secretarias municipais e Corpo de Bombeiros fará visita a todos os 3,2 milhões de domicílios de Goiás para combater ao mosquito.