Gabriela Louredo
Goiânia
– De que forma as novas tecnologias podem contribuir para alcançar melhores resultados no agronegócio, considerado um dos segmentos mais importantes da economia brasileira? O assunto será discutido durante a 28ª Conferência Anprotec, que começa nesta segunda-feira (18/9) no Centro de Convenções, em Goiânia. O evento é realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e pelo Sebrae."Se o Brasil não for competitivo na área da agropecuária, nós vamos ter grandes problemas internacionais porque temos um volume muito grande de exportações. E a tecnologia está mudando muitos processos produtivos. Se nós não nos apropriarmos dessa tecnologia, dessa inovação não vamos ser competitivos internacionalmente", avalia o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha.

Presidente da Anprotec, José Aranha. (Foto: Gabriela Louredo)
"O setor tem passado por uma revolução com tecnologias como a internet das coisas, sensores, big data, drones, dentre tantas outras. Isso abre um leque de oportunidades para todo o ecossistema de inovação brasileiro", acrescenta Aranha.
Durante o evento, será discutido como os ambientes de inovação e como startups , incubadoras, parques tecnológicos e aceleradoras podem contribuir para o futuro do agro."A tecnologia hoje dentro do campo tem transformado a gestão dos seus ambientes, trazendo um retorno mais rápido e maior segurança. Um exemplo que nós trouxemos hoje é um equipamento que consegue controlar todo o consumo e o crescimento de um bezerro. Pelo aplicativo é possível saber quando está acabando a comida, a água, quanto ele está crescendo por dia ou por mês ou quando ele não precisa mais de leite", exemplifica o coordenador nacional de Ambientes de Inovação do Sebrae, Marcus Vinícius Lopes Bezerra.

Superintendente da SED, Roberto Francisco. (Foto: Divulgação Sebrae-GO)
"A gente precisa desmitificar que o Brasil e Goiás só trabalham com commoditties, com produtos primários. E a gente tem condição de trazer mais valor agregado pra essa cadeia produtiva com a tecnologia. O que nós queremos é desenvolver mais em menores espaços, de forma mais produtiva, com redução de desperdício, com segurança alimentar mais adequada e os ambientes de inovação são muito importantes nesse processo", aponta.

Analista de inovação do Sebrae-GO, Athos Ribeiro. Foto: Divulgação Sebrae-GO)
Nesses quatro dias, participarão do evento especialistas, pesquisadores e empreendedores. "O Sebrae sempre trabalhou com o desenvolvimento de território, projetos de capacitação e consultoria. Temos o Sebrae Tech, por exemplo, que ajuda a aproximar o pequeno negócio de fornecedores que são referência no mercado em algumas áreas temáticas de tecnologia. Então, é problema do pequeno negócio, é problema nosso", conclui Athos Ribeiro.