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Saiba como imigrar para a Austrália ou Nova Zelândia

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19.10.2016 - 11:44:00

 
A Redação
 
Goiânia – Austrália e Nova Zelândia são países com alguns pontos em comum. Ambos têm belezas naturais impressionantes, o Inglês como língua oficial e apresentam um nível de qualidade de vida que chama a atenção de quem pensa em imigrar.
 
Mas, se tanto Austrália quanto Nova Zelândia são ótimos países para se viver, por qual decidir? A seguir, MaCson Queiroz JP, diretor da M.Quality, empresa especializada em Assessoria em Imigração e Negócios para a Austrália, tira algumas dúvidas.
 
Melhor país para se viver
Apesar de os dois países terem o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) alto, a Austrália é o país que tem 3 das 10 melhores cidades do mundo para se viver, segundo ranking da prestigiada revista “The Economist”, divulgado em agosto deste ano.
 
Melbourne, na Austrália, foi eleita, pela sexta vez consecutiva a cidade com mais qualidade de vida em todo o mundo. Ainda segundo a mesma pesquisa, Viena, na Áustria, Vancouver, no Canadá, e Toronto, no Canadá, ocupam, respectivamente, o segundo, terceiro e quarto lugares. Já a quinta posição foi atribuída a Adelaide, na Austrália, e a sétima posição é de Perth, também na Austrália. A Nova Zelândia tem uma cidade no ranking: Auckland, que ficou na oitava posição.
 
Já o câmbio da moeda para os dois países é quase semelhante. Em relação ao real, o dólar neozelandês está na faixa de R$ 2,30 e o dólar australiano, na faixa de R$ 2,44. (A cotação foi feita em dólar comercial e no dia 07 de outubro).
 
Imigração facilitada pela profissão
O governo australiano tem um programa que facilita a entrada de estrangeiros que queiram trabalhar no país. Todo ano, o departamento de imigração divulga a SOL, Skilled Occupation List, que contém as profissões que mais demandam mão de obra especializada no país. “Caso sua profissão esteja nessa lista, pode ficar mais fácil conseguir o visto e imigrar para a Austrália, já que o país precisa que esses serviços sejam prestados à população”, explica MaCson.
 
Outra maneira de imigrar para a Austrália através da profissão é pela Regional Skilled Migration, uma lista que segue os mesmos moldes da SOL, mas que é voltada às demandas específicas de cada estado australiano.
 
A Nova Zelândia também tem um programa de imigração chamado "Essentials Skills Lists, que são as listas de profissões em demanda no país. As listas são atualizadas até 2 vezes por ano.
 
Para imigrar definitivamente para a Nova Zelândia, o governo criou um sistema de pontuação e o candidato precisa atingir no mínimo 100 pontos para ser elegível. Essa pontuação é dividida em categorias, sendo as principais Qualificações e Trabalho. Ou seja, quanto mais qualificado você for, maiores são suas chances. O somatório é composto pelos pontos em “experiência profissional”, “qualificação acadêmica" e “conhecimento técnico e prático”.
 
Outra forma que a Nova Zelândia oferece de imigração é pelo Working Holiday Visa (WHV). Desde 2008, a Nova Zelândia concede anualmente a brasileiros entre 18 e 30 anos de idade, 300 WHVs por ano, vistos de trabalho e férias. O objetivo desse visto, é que o imigrante conheça a Nova Zelândia. Essa é a razão primordial da viagem. Trabalhar é apenas uma forma de ajudar a sustentar seus gastos com o turismo.
 
Como a função principal desse visto é o turismo (estimula-se para que se rode o país), os detentores do WHV só podem ser contratados por períodos de até 3 meses. Da mesma forma, podem estudar ou participar de treinamentos de até seis meses.
 
Preferência no intercâmbio
Os estudantes que querem aprender inglês ou se aperfeiçoarem nas suas áreas de estudo, com mestrados e doutorados, podem preferir a Austrália. Uma pesquisa divulgada este ano pela Belta (Associação de Agências de Intercâmbio) aponta que a Austrália subiu para a terceira posição na lista de países mais procurados para intercâmbios, ficando atrás apenas de Canadá e Estados Unidos.
 
Para MaCson, uma das razões da preferência dos estudantes pela Austrália é o fato de que o país permite que o estudante trabalhe legalmente e também a moeda que é mais barata que nos demais países do ranking. “Há também o fato de que o país é bastante acolhedor”, completa.
 
Na Nova Zelândia, o estudante também pode trabalhar uma parte do dia. Já para estudantes de pós-graduação, é possível trabalhar o dia inteiro.
 
Sentimento de pertencimento
Mais de 90% dos imigrantes que moram na Austrália estão satisfeitos com o país e muito se deve ao fato de que os estrangeiros acabam se sentindo “em casa” por conta da hospitalidade do australiano. “Vale lembrar que a Austrália é um país construído por imigrantes, já que existe 1 imigrante para cada 2 australianos. Ou seja, o estrangeiro não sente tanto o choque cultural e se sente mais integrado ao país, justamente pela quantidade de pessoas na mesma situação que ele”, esclarece.
 
Em 2014, o Instituto de Estatística da Nova Zelândia realizou uma pesquisa para avaliar o nível de satisfação e felicidade da população. O resultado mostrou que mais de 80% dos maoris disseram estar extremamente satisfeitos com suas vidas, classificando em 7 ou mais seu nível de felicidade, numa escala de 0 a 10. Vale lembrar que essa pesquisa não foi feita com foco nos imigrantes e sim nos nativos, porém mostra que o nível de satisfação em viver no país também é alto.
 
Se sua escolha foi a Austrália
Uma dica para quem deseja imigrar para a Austrália é contratar uma agência imigratória especializada e que seja devidamente registrada junto ao governo australiano para cuidar do processo. “O objetivo da agência é fazer a pessoa ganhar tempo, já que o processo é demorado e requer conhecimento da legislação australiana, listas de profissões e demais regras do país”, explica MaCson.
 
Para descobrir se há chances de ser aceito, a M.Quality disponibiliza no site o “1º. Passo Gratuito”, um serviço que oferece uma orientação básica para avaliar se o candidato é realmente elegível para uma das categorias de vistos australianos. Ao preencher o formulário no site, e sendo elegível a uma das categorias, ele recebe um convite para assistir gratuitamente ao vídeo “Elegibilidade e Agora?”, no qual será explicado o escopo do trabalho da M.Quality e demais orientações e esclarecimentos imigratórios.

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por Yuri Lopes

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