Cleomar Almeida
Garantir a melhoria na segurança pública e descontruir a imagem de uma polícia que, muitas vezes, tem conduta abusiva e alimenta medo em grande parte da população. Essa é a principal tarefa dos policiais do Batalhão da Rotam, que, a partir de segunda-feira (8/8), voltam às ruas de Goiânia, com uniforme cinza, em vez do preto, e um braçal da corporação.
Inicialmente, serão colocados nas ruas da Capital 43 policiais, que concluíram um curso de patrulhamento tático, considerado imprescindível para atuação neste tipo de policiamento. Eles estão em estágio operacional e, por enquanto, devem trabalhar em dez carros, que terão a mesma cor dos demais da Polícia Militar (PM) de todo o Estado.
Nesta nova fase, a Rotam deve atender apenas casos considerados mais complexos, como os que envolvem risco de vida, disse o tenente-coronel Divino Alves de Oliveira, chefe da Assessoria de Comunicação da PM. Os primeiros patrulhamentos serão feitos, principalmente, no setores Oeste, Bueno, Marista, Pedro Ludovico, Universitário e Vila Nova.
Polêmica
As atividades da Rotam foram suspensas, em março deste ano, após um jornal de Goiânia sofrer intimidação por ter divulgado trechos de escutas telefônicas em que policiais militares, acusados de integrar grupo de extermínio, diziam ter “prazer em matar”. As escutas foram incluídas no inquérito da Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, que, na época, resultou na prisão de 19 policiais militares.
As denúncias causaram mudanças na corporação. O tenente-coronel Luiz Alberto Sardinha assumiu o batalhão no lugar de Carlos Henrique da Silva. O comandante operacional da tropa, tenente Alex Siqueira, também deixou o cargo. Ele teria liderado um comboio de oito veículos que realizou o cerco ao jornal.