Ludymila Siqueira
Brasília – Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) falou sobre o cenário de negócios, economia e segurança pública durante evento promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), nesta segunda-feira (22/6), em Brasília.
O foco do evento foi debater junto aos presidenciáveis melhorias e perspectivas para o setor industrial. A reportagem do jornal A Redação acompanha o evento, do qual também participam o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e o senador Flavio Bolsonaro. De acordo com a CNI, o presidente Lula foi convidado, no entanto, não confirmou participação.
Romeu Zema abriu o debate com discurso sobre sua trajetória como empreendedor e também dentro da política, chegando a dizer que o cenário econômico levou à sua candidatura ao governo de Minas Gerais em 2018 – ano em que foi eleito governador a primeira vez. Tocou em pontos como área econômica da Venezuela e também deu indiretas ao bolsonarismo.
Zema fez acenos já especulados pela direita, afirmando que o Brasil precisa de três pontos: “um choque de credibilidade, moral e ética; um choque contra a gastança do Lula e do PT; choque contra a criminalidade”.
Além disso, criticou os demais presidenciáveis sobre o não posicionamento em relação aos escândalos recentes, como o caso do Banco Master. “Para o Brasil mudar, precisa de alguém que saiu do setor privado e entende muito bem as dores das contas ao final do mês”, disse.
Economia
Nas palavras dele, o país precisa de uma segunda reforma da previdência social, outra administrativa e uma revisão dos programas sociais.
Sobre os programas sociais, Zema chegou a dizer que os empresários têm enfrentado dificuldades para contratação de mão-de-obra. “Estamos criando uma geração de imprestáveis, porque muitos recebem auxílios e não querem trabalhar e se qualificar, somente fazer bico”, disse.
O ex-governador mineiro disse que deve propor um modelo de trabalho por hora, não apenas no modelo CLT. Ele menciona que o País deve voltar, nas palavras dele, ao que era em 2017.
Zema defendeu as privatizações, afirmando que o País precisa de um pacote de investimentos de infraestrutura. “Estatal serve para politicagem. Na privatização não é assim que funciona”, afirmou.
Zema também mencionou a elevada taxa de juros no país, mencionando investimentos e dificuldades para manutenção de negócios.
Segurança Pública
Novamente em críticas indiretas ao governo federal, Zema defendeu uma política mais rígida de combate à criminalidade e afirmou que a insegurança pública é um dos obstáculos enfrentados por quem investe no Brasil.
