Raphaela Ferro
Goiânia –
À frente da coordenação do Comitê Nacional de Enfrentamento à Covid-19 da Coordenação Nacional das Caixas de Assistência dos Advogados (Concad), Rodolfo Otávio Mota defende o direito da entidade de adquirir vacinas contra a doença causada pelo novo coronavírus para a categoria. O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) afirma que tem mantido conversas com o Ministério da Saúde visando articular as autorizações necessárias para que seja possível o trabalho de imunização de seus beneficiários.
“A dificuldade que temos hoje é com a forma como o governo federal lida com essa questão da vacina”, enfatiza. A demanda, explica o gestor, envolve quatro aspectos: que o uso emergencial das vacinas autorizadas seja estendido para além do poder público; que sejam autorizadas as marcas já usadas em outros países independente da análise de três etapas feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); que seja possível repassar o custo da vacina para os advogados, sem viés comercial; e a negociação com fornecedores.
Jornalistas Raphaela Ferro e João Unes entrevistam o presidente da Casag, Rodolfo Otávio (Foto: Letícia Coqueiro)
Rodolfo defende que a intenção não é desrespeitar a programação de ordem de vacinação do Plano Nacional de Imunizações, mesmo reconhecendo que, caso aprovada a vacinação por meio da Casag, a fila andaria mais rápido entre os advogados em decorrência da quantidade menor de pessoas a serem imunizadas. “Queremos fazer com as mesmas etapas e com o mesmo cuidado. Vacinar na mesma ordem”, considera.
A proposta da Concad inclui, também, segundo o gestor goiano, a previsão de imunização de parte da sociedade civil, após a vacinação de todos os advogados inscritos, com o pagamento do custo da vacina – em caso de a prática ser autorizada -, e a doação de uma dose para o poder público a cada dose adquirida para a advocacia.
“Nossa intenção não é dar privilégio para a advocacia, a exemplo do que tivemos de iniciativas de alguns órgãos públicos, de entidades e segmentos, que pediram doação para o governo federal ou reserva de vacinas para imunização de um grupo. O que queremos é ter a liberdade de auxiliar o poder público nesse momento de crise”, justifica Rodolfo.