Carla Lacerda
Goiânia – Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, nesta sexta-feira (9/7), o pré-candidato à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás (OAB-GO), Rodolfo Mota, afirmou que uma de suas metas, se eleito, é diminuir o valor da anuidade pago pelos profissionais. “Estamos com estudos em andamento, eu pessoalmente cuido disso. Haverá uma redução substancial” garantiu Mota. “A advocacia não pode ser a única fonte de financiamento da entidade”, disse ao confirmar que esse corte será superior a 10%.
Durante a entrevista, realizada no Fórum da Advocacia Unida, comitê que abriga a pré-campanha de Mota, o atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) ressaltou a diferença entre a anuidade paga pelos advogados do Distrito Federal, cujo valor é cerca de R$ 400 mais barato do que o cobrado em Goiás. Ele defende que, para efetivar a redução, uma medida viável, como forma de financiamento de recursos, seria a conciliação de arbitragem exercida pela própria OAB.
No comitê, na Avenida Mutirão, no Setor Bueno, a agenda oficial de reuniões foi aberta hoje. As primeiras demandas ouvidas foram as apresentadas pelos advogados do Entorno do Distrito Federal, representados por Dennis de Jesus, de Valparaíso. Eles estiveram acompanhados de Sebastião Macalé, ex-presidente da OAB-GO, e do conselheiro federal Antônio Pereira, ambos apoiadores do movimento Advocacia Unida.
“É simbólico esse primeiro encontro para ouvir as reivindicações dos advogados do Entorno, uma região representativa, em número e em importância”, ressaltou Mota. Atualmente, cerca de 1,6 mil advogados atuam na região. Valorização da advocacia, defesa intransigente das prerrogativas e articulação contra a captação ilegal de clientes em Goiás, realizada por advogados de Brasília, sem inscrição na ordem e de maneira clandestina, são algumas questões que necessitam de solução, apontou Rodolfo.
Sobre a pulverização da situação, com três pré-candidatos, Mota explicou porque apresentou seu nome. “Soaria covarde da minha parte, depois de tudo que fizemos à frente da Casag, manter-me num projeto ou grupo apenas por realização pessoal. Nós temos a condição e a credencial para entregar o que a advocacia de fato precisa”, assinalou ao elencar outras prioridades, como o pagamento da advocacia dativa e a criação de uma forma alternativa para solução de litígios.