A Redação
Goiânia – A Prefeitura de Goiânia adotou medidas preventivas para garantir a segurança de frequentadores da Praça da Cirrose, no Setor Oeste, após a queda de um galho de grande porte, ocorrida no sábado (19/9). Nesta segunda-feira (21/9), equipes da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) estiveram no local para avaliar as condições das árvores e definir novas providências.
A principal medida imediata é a sinalização da área para alertar a população sobre o risco de queda de galhos e orientar as pessoas a manter distância das árvores. De acordo com a bióloga da Amma Wanessa de Castro, um parecer técnico elaborado e assinado por sete analistas da Gerência de Arborização já apontou a necessidade de remoção de dois exemplares de gameleira e poda dos outros dois. No entanto, recomendação do Ministério Público suspendeu o corte de exemplares condenados.
“Essas gameleiras, como toda árvore, apresentam um final de ciclo. Elas também foram vítimas de incêndios, que diminuíram muito a sua vida útil. Além disso, as condições do entorno dificultam a sustentação das raízes, que estão limitadas pelo calçamento, pela via e pelo asfalto. As raízes aéreas delas não têm onde ancorar mais”, afirmou.
Segundo a bióloga, a poda não é suficiente para solucionar o problema das duas árvores indicadas para remoção. “A falha é estrutural. Mesmo que você pode a copa, o tronco pode falhar e abrir. São dezenas de toneladas em uma área onde as pessoas passam todos os dias”, afirmou.
Medida preventiva
A sinalização definida pela Prefeitura tem como objetivo reduzir a exposição da população ao risco. A bióloga Wanessa lembrou que a Amma já registrou outros episódios de desprendimento de galhos no local, incluindo o ocorrido no sábado. Por isso, a sinalização é uma medida imediata para alertar os frequentadores e evitar a aproximação das áreas de maior risco.
A situação também será acompanhada pela Defesa Civil, especialmente com a aproximação das chuvas mais intensas. Caso seja identificado risco à população, a área poderá ser interditada preventivamente, conforme avaliação conjunta dos órgãos municipais.
