A Redação
Goiânia – O jornalista e sociólogo Renato Dias lança nesta quarta-feira (18/10) em Goiânia o livro-reportagem 'Parem de nos matar'. O lançamento, em parceria com a RD Comunicações, será na Assembleia Legislativa de Goiás, plataforma do bloco C. No livro, o autor pontua que o Brasil, atualmente, tem sido o País das chacinas, da execução da infância, das balas perdidas, das mortes de jovens negros e de pessoas pobres que moram em periferias. Ele cita, no decorrer da obra, crimes como a morte do pedreiro Amarildo Dias, em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, da vereadora Marielle Franco, em 2021, também na capital fluminense, e do artista Moa do Katendê, em 2018, em Salvador (BA).
“Uma herança do escravismo colonial, assim como do racismo estrutural, da histórica desigualdade social abissal e da tradição da violência letal do Estado Nacional. Com os passivos do Estado Novo [1937-1945] e da ditadura civil e militar [1964-1985]. É o que mostra meu novo livro-reportagem", destaca o autor, que também é especialista em políticas públicas, mestre em direito e relações internacionais.
A obra se mostra oportuna, visto que o Brasil tem um dos maiores índices de mortes violentas do mundo, embora os números tenham tido redução em 2022, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 47,5 mil mortes no ano passado contra 48,4 mil em 2021. Com o resultado, o País atingiu o patamar mais baixo desde 2011, primeiro ano da série histórica monitorada pelo fórum.