A Redação
Goiânia – Após não ter resultado positivo com o lockdown decretado na última semana, o prefeito de Goianésia, Renato de Castro, resolveu recuar e liberar o funcionamento normal do comércio na cidade. Segundo o decreto da semana passada, o comércio na cidade poderia funcionar de segunda a sexta-feira até às 19 horas. Aos finais de semana seria praticado o lockdown, inclusive em serviços essenciais, como supermercados e postos de combustíveis. A medida gerou uma série de aglomerações em Goianésia na última sexta-feira (3/7), principalmente em supermercados e mercearias.
A liberação total do comércio foi anunciado nesta terça-feira (7/7) após reunião com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus. “Ninguém aguenta mais qualquer tipo de lockdown. Vamos flexibilizar bastante. As igrejas estão liberadas todos os dias, comércio está liberado, os bares vamos liberar até as 11 horas da noite”, disse Renato de Castro. Renato de Castro reconheceu que o lockdown decretado na semana passada surtiu efeito contrário. “Foi um tiro que saiu pela culatra”, disse.
Na cidade existe uma dúvida sobre o número real de respiradores. O secretário de saúde de Goianésia, Hisham Mohamad Hamida, disse em entrevista coletiva para imprensa no dia 9 de abril que o munícipio contava com 15 respiradores, além de 10 leitos de UTI para o enfretamento da Covid-19. Porém, no dia 30 de junho o prefeito deu outra informação, afirmando que Goianésia conta com apenas cinco aparelhos.
Após a reunião desta terça-feira, Renato de Castro admitiu dificuldades em equipar a rede de saúde da cidade. “Compramos respirador e ainda não chegaram, alugamos alguns e também não chegaram, ganhamos do Ministério da Saúde e não chegaram, ganhamos da Anglo American e vieram faltando peças”, disse.
Renato também divulgou durante a reunião um novo número de respeitadores e leitos em Goianésia. Segundo ele, a UPA conta com 20 leitos e 9 respiradores funcionando. O prefeito também disse que está aguardando a chegada de mais 6 alugados e 20 doados pelo Ministério da Saúde.
Segundo Boletim Epidemiológico divulgado na tarde de segunda-feira (6/7), Goianésia registrou desde o início da pandemia 215 casos positivos. Destes, 35 continuam infectados. São 7 óbitos, 173 recuperados e há 417 casos suspeitos, aguardando resultados laboratoriais.