Larissa Lessa
A Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da Secretaria do Estado da Saúde (SES) registrou redução entre janeiro e 15 de outubro de 65% em notificações de casos de dengue em Goiás em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, que aponta 37.504 casos de dengue confirmados em Goiás nesse período, contra 105.586 na mesma época do ano passado.
A SES registrou 17 mortes em decorrência da dengue em 2011, queda de 80%
em relação à mesma época no ano passado, quando foram confirmadas 85
mortes. Goiânia continua em primeiro lugar como município com maior número de casos de dengue em Goiás, com 13.517 casos confirmados até o fim da primeira quinzena de outubro desse ano, seguida por Aparecida de Goiânia (5144), Luziânia (3372), Anápolis (2802) e Cidade Ocidental (718).
De acordo com a gerente estadual de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria Carvalho, a redução do número de casos de dengue já era esperada pela secretaria, já que 2010 foi um ano de epidemia. No entanto, a expectativa é que a quantidade de casos volte a crescer com o período chuvoso e, por isso, a secretaria vai intensificar o combate à dengue.
Em reunião do Comitê Estadual contra a Dengue, realizada na manhã desta quarta-feira (26/10), foi proposto que os cerca de 8 mil agentes comunitários de saúde também façam prevenção à dengue durante as visitas às casas. A capicitação dos agentes deve ser feita entre novembro e janeiro de 2012 e a expectativa é que até fevereiro, quando começa o período crítico da doença, 70% dos agentes estejam aptos a orientar a população para a prevenção à dengue. Esses profissionais se juntariam aos 3 mil agentes de endemias que já fazem regularmente o combate aos focos do mosquito em Goiás.
Tipo 4
A identificação do vírus da dengue tipo 4 em 13 estados preocupa os órgãos de saúde. “A circulação desse vírus em Goiás é uma questão de tempo e nos preocupa porque os goianos não estão imunes a esse tipo da doença”, explica a gerente de Vigilância Epidemiológica. Segundo Magna Carvalho, mesmo quem já teve dengue está suscetível ao novo vírus e a repetição de casos pode fazer com que aumentem as formas graves da doença.
O combate à doença deve ser intensificado com a liberação de cerca de R$ 4 milhões para 59 municípios goianos considerados prioritários. O dinheiro, que corresponde a um aumento de 20% em relação à verba que os municípios já recebem do Ministério da Saúde para o combate à doença, depende do cumprimento de metas de combate à doença estabelecidas pelo Governo Federal.
Já a vacina contra a dengue, que está em fase adiantada de testes clínicos, deve ficar para os próximos anos. A vacina também está sendo testada em Goiânia, mas, segundo Magna Carvalho, “não podemos ficar acomodados esperando pela vacina. Hoje, a prevenção é a nossa principal ferramenta no combate à dengue”.
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