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Lueiz Amorim Canêdo (Foto: divulgação)

Quando todos têm uma resposta, em quem confiar?

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21.10.2026 - 12:03:32
Qualquer dúvida sobre saúde hoje cabe em uma busca. Em segundos, na tela de qualquer celular, aparecem explicações, hipóteses e sugestões de tratamento para quase todo sintoma. Mas há uma diferença fundamental entre encontrar uma resposta e encontrar a resposta certa.

Na internet, sintomas ganham diagnósticos, vídeos oferecem tratamentos, opiniões adquirem aparência de verdade e algoritmos transformam dúvidas em certezas instantâneas. O problema é que saúde não admite atalhos. Uma informação fora de contexto pode soar convincente e, ainda assim, ser inadequada para quem a lê, considerando seu histórico e suas particularidades.

Quanto mais conteúdo temos à disposição, mais importante se torna aquilo que nenhuma tela oferece: alguém que acompanhe o paciente, faça as perguntas certas e compreenda o que está diante dele.

O médico não é apenas quem conhece a doença. É quem conhece o paciente. Quem faz da conversa parte do diagnóstico, relaciona sinais que parecem desconexos e percebe o que nenhum exame registra: uma mudança na expressão, uma hesitação, o silêncio entre uma pergunta e uma resposta.

Uma busca pode reunir informações. Um algoritmo pode cruzar dados. Uma ferramenta pode oferecer possibilidades. Mas é o médico quem coloca tudo isso no contexto de uma pessoa e assume o peso da decisão. Uma responsabilidade que nenhuma tecnologia pode assumir ou dividir com ele.

A Unimed Goiânia reúne mais de 3.300 médicos cooperados, que atendem mais de 400 mil beneficiários. São milhares de encontros todos os dias, em consultórios, hospitais e serviços de toda a rede. Em cada um deles, existe uma pessoa que chega com uma dúvida, uma história, um medo ou uma escolha a fazer, e que espera ser tratada como única. E é nesse contato diário que uma cooperativa médica encontra o sentido de existir.

É também nesses encontros que a confiança se constrói: quando o paciente percebe que sua história é considerada, suas dúvidas têm espaço e existe alguém preparado para conduzi-lo em cada etapa do cuidado.

Por isso, valorizar o médico vai além de uma data no calendário. É respeitar quem dedicou boa parte da vida a estar pronto para o momento em que alguém mais precisa. E é defender que a medicina continue sendo exercida com conhecimento, autonomia, ética e responsabilidade.

A inteligência artificial vai ampliar possibilidades, e o acesso à informação só tende a crescer. Nada disso muda o fato de que, diante de uma dúvida sobre a própria saúde, as pessoas querem alguém que as olhe nos olhos, compreenda o que existe por trás de um sintoma e tenha preparo para decidir.

Tecnologia pode apoiar o cuidado, mas o vínculo humano continua sendo parte indispensável à prática médica.

É esse o compromisso que celebramos o mês do médico: estar diante do paciente com conhecimento e presença. É o que os médicos cooperados da Unimed Goiânia reafirmam a cada atendimento. Porque informação pode estar em qualquer lugar. O cuidado, não. E o que nos une é cuidar.

*Lueiz Amorim Canêdo é médico cirurgião do aparelho digestivo e diretor-presidente da Unimed Goiânia.
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por Lueiz Amorim Canêdo

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