José Cácio Júnior
Atualizada às 17h58
O PSD pode reivindicar uma das três vagas disponíveis na chapa majoritária na eleição de 2014. Dependendo do momento e da força do PSD, o partido pode articular a indicação do candidato a governador, vice-governador ou senador. A afirmação é do secretário estadual da Casa Civil, Vilmar Rocha, futuro presidente do partido em Goiás, durante reunião com integrantes da legenda. Ao contrário do que se imagina, Vilmar Rocha explicou que a legenda não pedirá mais espaço no governo estadual.
"Eu acho legítimo. Se o partido estiver forte", completa Vilmar. O secretário estadual negou que o PSD vá buscar mais espaço de secretarias no governo estadual. Além da Casa Civil, o PSD contará com Secretaria Estadual de Educação, comandada por Thiago Peixoto
A questão é que a escolha do secretariado foi definida em uma outra realidade política e o governdor Marconi Perillo (PSDB) não discutiu a composição dos seus auxiliares com o partido.
"Você não acha que já está bom? Duas secretarias está bom", brinca Vilmar Rocha, completando que o partido está satisfeito em fazer parte da base estadual. "O partido não está surgindo para isso (pedir mais cargos no governo estadual). Até porque já existem secretarias importantes. Estamos satisfeitos no governo."
Registro nacional
Na reunião de hoje, realizada em uma churrascaria de Goiânia, Vilmar Rocha orientou os futuros integrantes do PSD sobre o registro do partido, a formação das comissões provisórias e já pediu para que começassem a assinar as fichas de filiação. Vilmar acredita que o registro nacional do PSD pode sair entre o dia 20 e 22 de setembro.
O partido também anunciou a filiação dos seus principais políticos. Depois de muita conversa com sua base, o deputado estadual Francisco Júnior (PMDB) decidiu sua ida ao PSD. O fato de o PMDB já ter declarado apoio à reeleição do prefeito Paulo Garcia (PT) foi um dos motivos que levaram Francisco a mudar de legenda.
O PSD goiano terá a maior bancada do Estado na Câmara dos Deputados com quatro deputados federais: Armando Vergílio (PMN), Heuler Cruvinel (DEM), Thiago Peixoto (PMDB) e Vilmar Rocha (DEM).
Na Assembleia Legislativa o partido pode contar com até oito deputados estaduais. Cristóvão Tormin (PTB), Itamar Barreto (DEM), Frederico Nascimento (PTN), Francisco Júnior e Linconl Tejota (PT do B) já confirmaram adesão à nova legenda. O PSD espera a resposta de Ademir Menezes (PR), que se encontra amanhã com o presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), sobre a situação do PR em Goiás.
Em nível municipal o partido já começa com 28 prefeitos e por volta de 120 vereadores. A meta é conseguir a filiação de 200 vereadores em Goiás. O PSD já possui diretório em 152 cidades: 25 definitivos e 127 provisórios.
Tempo de TV
Vilmar Rocha explicou que o PSD entrará com recurso para ficar com o tempo de propaganda eleitoral na TV proporcional à quantidade de deputados federais que terá. A expectativa é que 50 parlamentares mudem para a nova legenda. "Não sabemos se vamos ganhar, mas acredito que temos chances. Pois se é permitido formar um novo partido, podemos levar o ativo dos candidatos."
Os deputados federais estimam que o PSD pode ter cinco a sete minutos de tempo de TV. O problema é que existem duas teorias sobre o caso. Uma ala da área do Direito sustenta que o tempo de TV é calculado conforme os deputados eleitos, ou seja, leva em conta o resultado da eleição. Outro grupo argumenta que o partido recebe os minutos referentes aos seus novos parlamentares.
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