José Cácio Júnior
Atualizada às 21h39
As suspeitas de corrupção em obras da prefeitura de Goiânia será um dos discursos contra o prefeito Paulo Garcia (PT) na eleição de 2012. Presidente do PSD metropolitano, o deputado federal Armando Vergílio afirmou, sem citar nomes, durante evento da legenda nesta quinta-feira (6/10), que a capital precisa de “um prefeito que gerencie o dinheiro do povo com honestidade” e que não “deboche” quando as denúncias são divulgadas.
“Chega de gestores que fazem vista grossa à oposição”, afirmou Armando. Logo após as denúncias do vereador Elias Vaz (PSol) de suposto faturamento na compra dos brinquedos do Parque Mutirama, Paulo Garcia respondeu, via Twitter, que as acusações eram uma manobra da oposição de atrapalhar o trabalho do Paço Municipal.
“Chega de gestores que fazem vistas grossas às denúncias de corrupção.
Que debocham quando tomam conhecimento de indícios de irregularidades.
Que dizem que denúncia é manobra da oposição e não afastam auxiliares
suspeitos. Que só paralisam obras e reformas superfaturadas quando o
Ministério Público toma providência. (…) Que responda a escândalos e
suspeitas de maracutaia com auditorias sérias”, afirmou Armando.
Cotado também como pré-candidato à prefeitura de Goiânia pelo partido, o deputado estadual Francisco Júnior afirmou que a legenda apresenta uma alternativa para o cidadão da capital e que o momento é de firmar “raízes profundas” com a eleição de vereadores e prefeitos em todo o estado. “Por mais bonita que seja a árvore, se não tiver raízes profundas, cai no primeiro vento.”
O deputado estadual Ademir Menezes discursou no evento, depois de ter se filiado ao PSD nesta quinta-feira de manhã. Ele reafirmou o projeto de ser candidato à prefeito de Aparecida de Goiânia em 2012.
Conflito
O deputado estadual Joaquim de Castro decidiu sua mudança para o PSD. Em conflito com o presidente estadual do PPS, o secretário estadual de Cultura Gilvane Felipe, Joaquim conta que foi desestimulado por amigos de continuar brigando com Gilvane. “Estava disposto a disputar a presidência do partido, mas fui aconselhado por amigos a deixar isso de lado. Não compensa brigar dentro do partido. Todos que brigaram dentro do PPS tiveram vida política curta.”
A proximidade com o secretário estadual da Casa Civil, Vilmar Rocha, presidente estadual do PSD, também pesou a favor da decisõa de Joaquim.