Roberta Rodrigues
Goiânia –
O segundo dia e encerramento do Café com prosa e Jornada de Estudos Brasileiros 2018, que aconteceu nesta quinta-feira (18/10), contou com mesas redondas, debate, distribuição de brindes e interação entre os participantes.
A programação teve início com a mesa redonda "Uso e Proteção do Patrimônio Edificado", conduzida pelo diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee, e a Procuradora Federal junto ao Iphan em Goiás, Ana Lídia Oliveira.
Andrey Schlee falou sobre estudos e levantamentos de art déco em Miami, ressaltando a importância da valorização e cuidado com o patrimônio em todos os lugares. “O turismo vende, mas só se vende produto que está em boas condições, que está limpo, que está pintado, conservado, acessível em várias línguas e que tenha informação. Porque se não tiver essas questões resolvidas, nós não conseguimos vender o produto e nem conservar o patrimônio”, explicou o diretor.
A procuradora discursou sobre o lado jurídico da proteção do patrimônio público e das dificuldades nesse processo. Para isso usou exemplos de locais que precisam de restauração e envolvem aspectos judiciais.
Em seguida, “Patrimônio e Imaginário Nacional" foi o tema da segunda mesa redonda conduzida pelos especialistas José Amaury Menezes, Fernanda Valentín e Wolney Unes.
O diretor da Elysium Sociedade Cultural e membro do Centro de Estudos Brasileiros da UFG, Wolney Unes, falou sobre o imaginário nacional voltado para os 15 anos do patrimônio art déco. “Eu vou falar da época de construção desse patrimônio, hoje e talvez futuro”. Utilizando fotos, ele exemplificou o atual momento em que o movimento se encontra e as “tentativas de criar esse imaginário”.
A professora da UFG Fernanda Valentín destacou as singularidades do movimento em Goiás e em Goiânia, ressaltando pontos a partir de uma perspectiva cultural. “A população de Goiânia, assim como eu, não sabia nada de art déco, não sabia da existência de um movimento mundial”, destacou Amaury Menezes, que comentou sobre o início do surgimento do movimento na capital.
“Achei o evento fantástico. Reunir esse time de palestrantes para falar sobre o nosso patrimônio é uma das maneiras de despertar o olhar das pessoas para o art déco. Para preservar é preciso conhecer, e esse tipo de evento permite que o conhecimento chegue a mais pessoas”, destacou Cristiane Mancini, que participou do evento.
O Café com Prosa (Iphan) e a Jornada de estudos Brasileiros (CEB-UFG) são eventos realizados anualmente. Este ano, por interesse no mesmo tema: ‘15 anos do tombamento do acervo art déco’, as instituições se uniram para promover o Café com Prosa e a Jornada de Estudos Brasileiros 2018. O evento contou também com o apoio da Elysium Sociedade Cultural, da Construtora Biapó e Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO).