A Redação
Goiânia –
A Câmara dos Deputados decidiu retirar da pauta desta terça-feira (8/11) a votação de um pedido de urgência de Projeto de Lei que inviabiliza o Uber e também outros aplicativos similares. A mudança na pauta dos assuntos do dia ocorreu após articulação do deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO). O Colégio de Líderes concordou, no início da tarde, em excluir o item da pauta.
A criação de um grupo de trabalho para discutir os aplicativos foi proposta pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O grupo terá 30 dias para chegar a um consenso sobre um projeto, que será discutido por uma comissão especial. O grupo terá participação de Thiago Peixoto. O presidente da Câmara afirmou que a polêmica é comum, com a modernidade. “Esses problemas vão acontecer em várias áreas, na rede hoteleira, no taxi, pois a modernidade vem, as novidades vão aparecendo e a gente não pode restringir um produto bem avaliado pela sociedade em favor de outro”, explicou Maia.
De acordo com Thiago Peixoto, o melhor caminho era, de fato, retirar de pauta o pedido de urgência feito pelo deputado Carlos Zaratini (PT-SP), autor do PL que quer proibir o Uber e autorizar que o transporte de passageiros seja feito apenas por táxis. “É inadmissível que a proposta tivesse andamento mais rápido do que as demais proposições que tratam sobre o assunto no Congresso, sejam a favor ou contra a regulamentação do Uber e de outros aplicativos”, justificou. O requerimento do deputado Zaratini era primeiro item da pauta do dia.
Thiago Peixoto usou as redes sociais, nesta segunda-feira (7/11), para alertar sobre o assunto. Ele informou que estava sendo articulada a votação rápida de um pedido que iria tirar do cidadão o direito de escolha sobre a forma como vai se deslocar pelas cidades. “Se o cidadão quer ir de táxi, de Uber ou de ônibus, ele tem que ter essa opção. Não podemos retirar dele esse direito”, alegou Thiago, que se movimentou nos bastidores, junto a deputados da base do Governo Federal.
O parlamentar articulou sobre o tema junto ao presidente da Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE). “Conversei com o líder e disse a ele que seria temerário colocar em tramitação em regime de urgência o PL proibitivo. A regra não deve ser a proibição e sim o direito de escolha do cidadão. Temos que regulamentar o uso do Uber e de outros aplicativos, é claro, mas o certo não é apenas proibir”, ressaltou.