Nádia Junqueira
Depois dos servidores da Universidade Federal de Goiás aderirem à greve por falta de reajustes salariais, é a vez dos professores e servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFG) paralisarem pelo mesmo motivo. Na última quarta-feira (10/8) o Sindicato dos Servidores em Instituições Federais de Educação Tecnológica do Município de Goiânia deliberou, em assembleia, pela paralisação geral do IFG do Campus de Goiânia a partir de hoje (15). Os demais campi, até o momento, não aderiram.
As reivindicações, no entanto, vão além de reajustes salariais. O professor Kelias Oliveira, que leciona na instituição há 18 anos, afirma que os docentes querem reajuste salarial de 15% e os servidores reivindicam redução da carga horária para 30 horas semanais. Além disso, ele afirma que é urgente reestruturar planos de carreira e realizar concursos públicos, diante do grande número de professores substitutos no quadro docente. No site do sindicato todas essas reivindicações estão pontuadas.
A paralisação tem apoio do grêmio estudantil do instituto, que se manifestou na internet. Os estudantes afirmam que, apesar da greve prejudicá-los, eles não poderiam se omitir diante das “condições precárias dos laboratórios” e que os professores necessitam de condições mínimas de trabalho para cumprirem suas tarefas com qualidade. Em torno de três mil alunos ficarão sem aulas, até que a negociação seja feita.
UFG
Em greve desde oito junho, servidores técnico-administrativos da UFG ainda não conseguiram negociar reajuste salarial com governo federal. Em julho, os Ministérios da Educação e Planejamento enviaram documento afirmando que as negociações seriam retomadas caso os funcionários voltassem a trabalhar. A greve foi deflagrada, as negociações não foram retomadas e por isso os funcionários paralisaram novamente.
Na última terça (11), o Supremo Tribunal de Justiça não declarou a greve da UFG ilegal, mas determinou que 50% dos servidores voltassem ao trabalho. Diante dessa determinação, João Pires, presidente do Sint-UFG, afirma que o comando de greve vai cogitar paralisar os serviços do Hospital das Clínicas na proporção determinada pelo STJ. Essa decisão será discutida nessa segunda-feira (15) às 9h, no Auditório do Direito da UFG, durante assembleia. Até então, o comando de greve tinha decidido por não paralisar o trabalho do hospital.