Michelle Rabelo
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego), do Ministério Público, do Conselho Estadual de Educação e da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) se reúnem nesta quarta-feira (18/4) na Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). O objetivo é apresentar os resultados de encontro feito ontem (17/4), no qual foram discutidos pontos como adequação dos servidores do quadro transitório e implantação do plano de carreira para os funcionários administrativos.
Os participantes também falaram sobre a adequação ao salário mínimo da remuneração dos educadores que cumprem jornada de 30 horas e publicação de edital para realização de concurso público, assim que houver o segundo reordenamento da rede de ensino em junho.

As reivindicações são do Sintego, que realiza na sexta-feira (20/4) nova assembleia, na qual serão repassados para a categoria as definições. Segundo o sindicato, caso haja dificuldade de negociações até lá, pode haver nova paralisação. Antes da assembleia, um novo encontro será realizado na quinta-feira (19/4) na Casa Civil e só então as decisões seguem para a Assembleia Legislativa, onde podem se transformar em um projeto de lei.
“Existe a disposição para atender as reinvidicações, mas não podemos dar nada como certo. A suspensão se deu para que as negociações pudessem fluir e elas estão fluindo”, pontuou Iêda. Por meio de sua assessoria, a Secretaria de Educação informou que não vai se pronunciar até que as negociações estejam concluídas.
Greve
Depois de 51 dias, os professores encerraram a greve da categoria. O calendário de reposição das aulas da rede estadual começou no sábado (14/4). A data foi escolhida com o objetivo de evitar que os alunos frequentem as salas de aula no mês de julho, período das férias escolares. No total, serão 26 dias de aulas extras, em respeito à legislação nacional, que exige 200 dias letivos, no mínimo. O término da reposição está previsto para o mês de novembro.