A Redação
Goiânia – Após denúncias de supostos aumentos abusivos de medicamentos, o Procon Goiás realizou, nesta quarta-feira (8/7), fiscalização em quatro drogarias da capital. As denúncias estão ligadas a remédios do chamado "kit covid", usados por muitos na prevenção e tratamento da doença, mesmo não tendo eficácia comprovada.
Segundo denúncias, a procura de medicamentos como hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e a vitamina C + Zinco tem aumentado durante a pandemia, levando até ao desabastecimento em alguns casos.
Durante a visita nos estabelecimentos, os fiscais solicitaram as notas fiscais de compra (distribuidoras de medicamentos) e venda (ao consumidor final) de janeiro até julho para que seja realizado o cruzamento da documentação e comparação de preços. Os estabelecimentos têm prazo de 10 dias para apresentar a documentação. Desta forma, será possível apurar a margem de lucro no comércio para saber se há alguma irregularidade.
"Vale destacar que o Procon Goiás repudia a prática de automedicação e o uso de medicamentos para a suposta prevenção e tratamento da Covid-19 que ainda não tenham comprovação científica", informou o órgão de defesa do consumidor.
A fiscalização ocorre até o fim desta semana, com diligências em distribuidoras e fabricantes de remédios.