A Redação
Veículos escolares foram alvo de operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em diversas rodovias federais que cortam o Estado de Goiás. Dos 60 veículos fiscalizados na sexta-feira (20/4) pelos policiais em Rio Verde (BR-452), Catalão (BR-050) e Uruaçu (BR-153), 57 apresentaram irregularidades que podem colocar em risco a vida dos estudantes.
De acordo com a PRF, foram encontradas irregularidades como motoristas sem curso para transporte de escolares e veículos transitando sem a vistoria e autorização do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran). Também foram parados veículos sem equipamentos obrigatórios, como estepe, tacógrafo, macaco e chave de roda. Alguns deles também estavam em mau estado de conservação, com parabrisas trincados e iluminação com defeito.
Os veículos que não tinham condição de transitar foram apreendidos pela PRF. Já no caso dos ônibus que apresentavam pequenas irregularidades, os motoristas foram autuados e liberados. A PRF também apreendeu o documento dos veículos e os motoristas têm cinco dias para apresentar as soluções para os problemas encontrados e recuperar a documentação.
Crianças eram transportadas sem cadeirinha (Foto: PRF/ Divulgação)
Catalão
No perímetro urbano de Catalão, uma van sem identificação de transporte escolar foi parada pelas PRF. No veículo, que tinha pneus carecas e não apresentava autorização do Detran para circular, estavam duas crianças gêmes de dois anos e três meses. Elas estavam atadas pelo cinto de segurança abdominal no banco do passageiro, enquanto a Lei determina que as crianças usem cadeirinha.
O motorista de 28 anos disse não saber quem eram os pais das crianças e que teria sido contratado para transportá-las. Os policiais levaram os gêmeos para a casa dos pais, que afirmaram não poder buscar os filhos, que estavam com os avós, por questões de trabalho. Os pais também negaram saber que o transporte contratado não estava de acordo com as normas de segurança.
O motorista da van foi preso e levado para a delegacia. O Conselho Tutelar também foi acionado para investigar o caso.