A Redação
Goiânia – O afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças entre 1 e 9 anos de idade, ficando atrás apenas da pneumonia. A informação é do Corpo de Bombeiros, que ainda explica que cerca de 7 mil pessoas morrem afogadas por ano em todo o país, independente da faixa etária.
Do total de mortes, mais de 90% poderiam ter sido evitadas com medidas de prevenção, segundo estudo feito pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático. Desde 2013, o Corpo de Bombeiros vem desenvolvendo uma legislação para diminuir o número de afogamentos em piscinas em Goiás.
Foi criada uma Norma Técnica, em vigor desde março, que agora em setembro completa seis meses – período para adequação à legislação. Desse modo, será iniciada a fiscalização nessa área. Entre os pontos determinados pela normativa está a obrigatoriedade de guarda-vidas em piscinas de uso coletivo, como em clubes, por exemplo.
Os cuidados com a piscina começam antes de chegar na água. O cercamento de proteção deve ser verticalizado, com espaço máximo de 15 centímetros. “Toda piscina, seja ela de uso coletivo ou particular, tem que ter um cercamento, uma dificuldade de acesso a ela. Uma criança desgarrada dos pais, por exemplo, não pode ter acesso fácil à piscina. O portão de acesso deve abrir para fora, caso a criança bata a mão no portão ele não vá abrir – ela vai ter que puxar e até mesmo o corpo da criança vai criar uma dificuldade; a tranca tem que ficar do lado de dentro da piscina”, pontua o subcomandante dos bombeiros em Trindade, capitão Josef Patrick Nowak.
Piscina protegida
O capitão complementa que é necessário utilizar tela de proteção na área interna da piscina. “A lona de proteção promove uma falsa segurança para quem tem esse tipo de material, porque o objetivo da lona não é de proteger a piscina, mas sim a questão da limpeza, higienização e manutenção da temperatura. Então, às vezes a criança cai, a lona afasta e a gente nem vê que tem uma pessoa lá dentro”, explica.
O bombeiro afirma ainda que piscinas de uso coletivo tem que ter uma válvula de desligamento automático da bomba, caso alguma coisa fique presa, até mesmo cabelo. O ralo no fundo da piscina tem que ser com um material que evite a sucção de cabelo ou outras partes do corpo. Segundo ele, existe um dispositivo hoje que só de aumentar a pressão na bomba que está puxando a água, ela desliga automaticamente.
“O principal fator de afogamento é a desatenção dos pais ou responsáveis pela criança. Não adianta ter todas essas medidas preventivas se os pais negligenciarem seus filhos. Então, as duas principais recomendações: Água no umbigo é sinal de perigo e não deixe seu filho à distância de um braço de você, porque isso já apresenta um perigo de afogamento para criança", disse.
"Mesmo a criança sabendo nadar ou tendo alguma habilidade aquática a responsabilidade é dos pais. Essa responsabilidade não pode ser transmitida ao guarda-vidas, ao responsável pelo clube… isso é do pai. Os pais têm que ficar de olho na criança. A boia não impede o afogamento, se for usar é o colete salva-vidas de tamanho correto ao peso da criança e ajustado”, completa Patrick. (Com informações do Goiás Agora)