Nádia Junqueira
De uma curiosidade, nasce uma projeto. De um projeto, uma pesquisa. E de uma pesquisa bem desenvolvida, um prêmio que varia de R$10 a R$ 30 mil. É esse o Prêmio Jovem Cientista, uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE. Os quatro premiados na última edição expuseram nessa manhã (13/7) durante a SBPC suas experiências, motivações e felicidade em ter suas pesquisas reconhecidas (financeiramente, inclusive).
São quatro categorias premiadas: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. O estudante de letras da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Pedro Henrique Witchs, um dos vencedores, sentiu na pele a provocação que motivou sua pesquisa. Ele fazia estágio com surdos, desenvolveu uma pesquisa sobre o ensino de Ciências e Biologia para quem tem essa deficiência e teve uma surpresa quando ficou sabendo que havia sido premiado. "Eu não tinha muita expectativa, mas fiquei muito feliz", disse o jovem que pretende seguir carreira acadêmica.
A motivação da pesquisa de Ricardo Castro de Aquino, de Brasília, veio da própria rotina do estudante de ensino médio. Ao utilizar transporte público, o jovem se indignava com a emissão de fuligem dos veículos. "Durante o meu estágio no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na seção de Transportes, pude desenvolver e testas o sistema em ônibus que circularam pelas ruas da capital", destaca o pesquisador.
Além da premiação em dinheiro, todos os premiados recebem bolsas de estudos do CNPq. Os estudantes frizam a importância desse incentivo financeiro para desenvolver a pesquisa, bem como o apoio familiar, e dos professores e orientadores, sobretudo. Para os jovens que se interessam em iniciar suas pesquisas, Pedro dá a dica: "tem que ter curiosidade, interesse e disciplina". Ele também reforça a importância de procurar, na universidade, os professores envolvidos em pesquisa para ter boas orientações.