A Redação
Goiânia – O prefeito Sandro Mabel comunicou, nesta terça-feira (25/8), o encerramento da mesa de negociação relativa à reestruturação da tabela de vencimentos e ao Plano de Carreira dos Trabalhadores Administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia. Assim, ficam retiradas todas as propostas até então apresentadas pelo município à categoria no âmbito das tratativas encerradas.
“Nós tivemos a coragem de colocar uma proposta real na mesa para começarmos a mudar essa história. Sei que ainda não é o cenário ideal que vocês merecem e que nós queremos entregar. É um ponto de partida para a reconstrução de um plano de carreira justo. É o começo da reparação de uma injustiça de anos, feita com os pés no chão. Com respeito e responsabilidade ao longo de toda a nossa gestão”, completou o prefeito.
Uso político
A continuidade da greve diante da proposta apresentada pela administração municipal, cujo impacto financeiro estimado é superior a R$ 62 milhões até 2030, também levanta questionamentos sobre o uso político da mobilização, uma vez que a paralisação ocorre na véspera das eleições e há registro de pessoas ligadas ao movimento concorrendo a cargos no pleito de outubro.
“Diante da reiterada rejeição das propostas apresentadas ao longo do processo negocial — não obstante os sucessivos avanços e concessões nelas incorporados —, e considerando que a Administração Municipal já ofertou, no atual contexto orçamentário-financeiro, a proposta tecnicamente viável mais avançada possível sem incorrer em risco de descumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito de Goiânia e a Comissão Interinstitucional comunicam, pelo presente expediente, o encerramento da mesa de negociação relativa ao Plano de Carreira e à reestruturação da tabela de vencimentos dos/as Trabalhadores/as Administrativos/as da Rede Municipal de Educação”, conclui o documento enviado ao Sintego nesta terça-feira (25/8).
Proposta
No documento endereçado ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a administração municipal, por meio da Comissão Interinstitucional, pontuou que empenhou todos os esforços técnica e financeiramente viáveis para a construção de uma proposta que atendesse, na maior medida possível, às reivindicações da categoria, sem descurar da observância aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A proposta final apresentada pelo Paço em 21 de agosto de 2026, contemplou, dentre outros pontos: elevação do piso salarial do Nível I para R$ 1.640,00, com reestruturação progressiva da tabela de vencimentos até 2030; pagamento, na folha de agosto, de bonificação extraordinária a título de auxílio-locomoção referente ao mês de julho; antecipação da data-base para o mês de janeiro de cada ano, medida que supera a que se encontrava vigente desde 2016 e que representa esforço orçamentário adicional deliberadamente assumido por este Município para viabilizar consenso; garantia de que a participação no movimento grevista não prejudicaria o cálculo ou o pagamento integral da gratificação de final de ano; abono integral e incondicional dos dias de paralisação, com preservação de remuneração, tempo de serviço, férias, 13º salário, gratificações, benefícios, progressões e demais vantagens funcionais e previdenciárias; e previsão de Termo de Adesão facultativo, mediante manifestação expressa dos servidores interessados.
A administração também apontou que tais medidas foram formuladas em patamar que, segundo os estudos técnicos da Secretaria Municipal de Fazenda e da Secretaria Municipal de Administração, já se aproximava do limite prudencial de despesa com pessoal previsto no art. 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal, representando o máximo esforço fiscal responsável que este Município poderia assumir no cenário orçamentário-financeiro atual.

Greve justa seria sobre o IMAS, também.