A Redação
Goiânia –
A prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), afirma que trabalha na adoção de medida emergencial para por fim à instabilidade no sistema da Central de Regulação de Vagas de Goiânia. Para sanar o problema, que aumenta o tempo de espera por atendimento na rede municipal e dificulta o acesso da população à consultas, exames e procedimentos de alto custo, a prefeitura investe na modernização da estrutura tecnológica que suporta os serviços prestados pela unidade.
Desde julho, de forma reiterada, constantes falhas operacionais prejudicam a gestão da estrutura que operacionaliza a agenda e regulamenta procedimentos para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das maiores novidades, no entanto, é a possibilidade de controlar de forma efetiva os serviços terceirizados e de sincronizar a quantidade de leitos ofertados à demanda real dos usuários da Saúde na capital.
Hoje, a Prefeitura de Goiânia contrata quantidade de leitos acima do preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), por meio da Portaria Nº 1.631/2015, mas, de acordo com disgnóstico dos serviços prestados em 2016, a taxa de ocupação foi de apenas 39,44%. Ou seja, 60,56% dos leitos contratados não foram sequer ocupados, fato que evidencia um problema na regulação das vagas.
No ano passado, por exemplo, das 467 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) existentes em Goiânia, somente 184 delas foram utilizadas pelos pacientes. 'É um valor de ocupação muito baixo, visto que o recomendado pelo Ministério de Saúde é uma taxa de 90% para UTI', explica a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué.
Com a mudança na gestão da Central de Regulação de Vagas, a Secretaria Municipal de Saúde poderá avaliar de forma precisa o grau de ocupação dos leitos disponíveis nos hospitais, medir o perfil de utilização, enxergar o intervalo de substituição e a média de permanência em cada um deles. Consequentemente, essa gestão racional dos leitos vai aumentar a oferta de vagas disponíveis no sistema de saúde. Ao todo, em 2016, a Secretaria Municipal de Saúde realizou 91.193 internações em UTI.
O investimento em novo sistema para a Central de Regulação de Vagas ainda vai permitir que exames e outros procedimentos sejam agendados já na consulta, pelo próprio médico, sem necessidade de intermediação de outros funcionários; fornecerá tempo de espera e indicadores de posição na fila para atendimento; recadastrará os usuários e identificará a origem do paciente, entre outros. O esperado é reduzir a peregrinação entre as unidades de saúde.
Economia
Além dos benefícios diretos para o usuário e da eficientização da gestão, a substituição do sistema trará economia aos cofres públicos. Já no primeiro ano de implantação, a mudança vai reduzir em pelo menos R$ 4,6 milhões os custos de operacionalização dos procedimentos realizados pelo SUS. A partir do segundo ano de vigência, essa economia deve alcançar cerca de 7,8 milhões por ano.