A Redação
Goiânia – Está tudo dando errado para o Vila Nova nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo um pênalti salvou o Tigre de mais um vexame em pleno Serra Dourada. É a segunda derrota em casa do time goiano. No sábado (20/9) foi o América-MG, que fez 1 a 0. Desta vez, a derrota foi ainda mais feia. A Ponte Preta aplicou 3 a 0 e deixou o Vila muito perto da lanterna.
Foi a quinta derrota do Tigre no Serra, onde ganhou apenas uma vez. O Vila Nova chegou à marca de 40 gols sofridos, com saldo negativo de 24. Já a Ponte alcançou nesta terça-feira (23/9), pela 25ª rodada da Série B, um resultado importante rumo ao acesso. Com empates de Avaí e Joinville, alcançou a segunda colocação na tabela e ficou a um ponto da liderança.
A sorte que falta ao Vila sobra à Ponte. Prova disso é que logo aos sete minutos, Felipe Macena sentiu dor muscular e teve de dar lugar a Leonardo no Vila Nova. Já aos 25 minutos Renato Cajá deu um chute despretensioso com a perna mais fraca, a direita, e viu o goleiro do Tigre, Cléber Alves, dar uma ajudinha ao tentar se antecipar, mas fez tudo errado. Ponte Preta 1 a 0.
Renato Cajá também sentiu dor muscular e deixou o campo aos 43 minutos, mas não atrapalhou a festa da Macaca no segundo tempo. A partida morna da primeira etapa ficou melhor na metade final. Para a Ponte.
Já afundado na crise, o Vila sentiu o baque. Em vantagem, a Ponte não quis saber apenas de administrar o tempo. A intenção era matar o jogo para não correr riscos no fim. Aos quatro minutos, Tiago Alves ampliou em jogada de Cafu pela direita. Foi a segunda assistência do atacante na partida.
A partir daí, o Vila se lançou ao ataque e deixou espaços para os contra-ataques da Ponte. Radamés, em cobrança de pênalti, ainda teve a chance de renovar as esperanças do Tigre, mas mandou na trave. Já Roni, quando teve a oportunidade, não desperdiçou. Após lindo passe de Bob, ele tocou com categoria no contrapé de Cléber Alves para fechar o marcador. Com 3 a 0 no placar, a Macaca passou a rodar a bola e colocou o Vila na roda. A torcida goiana, ironicamente, acompanhava os toques aos gritos de "olé, olé". Era a Ponte cada vez mais imponente. E o Vila, cada vez mais sem rumo.