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Políticas públicas para educação

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22.07.2021 - 11:32:52
 
Há mais de 20 anos se aprovou a obrigatoriedade da União, Estados e Municípios destinarem 25% de suas receitas correntes para a educação.
 
Na oportunidade, como professor de uma universidade pública, imaginei que a educação desse um salto qualitativo no Brasil.
 
Na verdade minha expectativa foi frustrada, porque apesar dos volumosos recursos, a educação deu um salto quantitativo.
 
Por que digo isso? Porque mais escolas foram construídas, reformadas, adquiriram computadores, montaram bibliotecas, o mesmo ocorreu nas universidades. 
 
No entanto, o ensino não melhorou, pelo contrário, piorou. As pesquisas ficaram muito aquém pois a grande maioria não saiu do papel e muitos temas pesquisados, pouco acrescentaram.
 
Onde está o problema? Na falta de recursos orçamentários, para que os cinco pilares da educação possam de fato ocorrer de forma integrada.
 
Os gestores imaginaram que investir por si só em infraestrutura, o problema do aprendizado seria resolvido, se equivocaram pois educação não se faz sem: ensino, pesquisa, capacitação profissional continuada, valorização salarial do professor e infraestrutura. 
 
Investir em apenas um ou outro, de forma fragmentada, não muda nada e os continuarão tendo um baixo desempenho.
 
Diante do cenário, proponho a delimitação dos 25% nestes cinco pilares, onde cada um teria 5% e, portanto, dotação orçamentária para modificar os destinos da educação no nosso país.
 
O item valorização salarial é fundamental, tanto é que na Alemanha, professores ganham mais do que desembargadores ou outro profissional. 
 
Partem do princípio que sem o professor, nenhuma outra profissão se estabelece, razão do seu reconhecimento.
 
No Brasil, professores precisam fazer bicos para viver e nem conseguem preparar aulas que de fato permitam a aprendizagem.
 
A partir do momento que se destacar 5% das receitas correntes líquidas, dos Entes Federados, para que se façam a recomposição salarial em todos os níveis, os professores se dedicarão apenas ao planejamento e preparo das aulas, isto sem dúvida transformará ainda mais a vida dos brasileiros, principalmente o das classes menos favorecidas, lhes abrindo reais possibilidades no mercado.
 
*Júlio Paschoal é economista e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG)
 
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por Júlio Paschoal

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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