A Redação
Goiânia –
Os policias federais e civis anunciaram uma paralização nacional nesta quarta-feira (21/12), às 10 horas da manhã, para participarem de assembleia geral extraordinária unificada, que vai definir um calendário de ações contra a proposta de reforma da previdência (PEC 287/16) proposta pelo presidente da república Michel Temer. Em Goiânia, o ato deve acontecer em frente à sede da Polícia Federal, no setor Bela Vista.
A assembleia, que vai reunir policiais civis, federais, rodoviários federais, legislativos, agentes prisionais, guardas municipais, peritos e agentes de trânsito de todo o Estado, é organizada por 15 entidades: SINDEPOL, SINPOL, ADPPEGO, ANEPF, SINPRFGO, SINPEF-GO, APCF, UGOPOCI, ADPEGO, UNIPOLBR, OPB, SINSEP, SINGUARDAS, FENAGUARDAS e ADPF.
A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Goiás (SINDEPOL), Silvana Nunes, diz que, a partir desta assembleia, serão deliberadas ações, que podem culminar numa greve geral da segurança pública em todo o País.
A convocação desta quarta-feira, segundo ela, ocorre em caráter de urgência, em todo o Brasil, porque a proposta de reforma da previdência, que está em curso para ser votada pela Câmara Federal, excluiu a aposentadoria especial dos servidores da segurança pública, exceto para os militares. Medida que fere o parágrafo quarto, do artigo 40, da Constituição Federal, que garante o direito aos policiais de aposentar com requisitos e tempo diferenciado, pelo exercício de atividade de risco.
“Estamos perdendo direitos que foram arduamente conquistados e é estarrecedora esta proposta que acaba com a aposentadoria especial pela atividade de risco, uma medida que vai na contramão do que acontece nos demais países do mundo”, diz Silvana Nunes. Ela reforça que, se a justificativa para manter os integrantes do Exército no regime especial pelo risco da atividade é que eles estão sempre a postos para enfrentar uma guerra, o mesmo vale para todos os policiais, que enfrentam a guerra urbana todos os dias. “Entendemos que o momento é de luta e engajamento e convocamos todos os policiais para participar das mobilizações para tentarmos alterar a reforma previdenciária”.
Nesta quarta-feira, as entidades sindicais de todo o país estão promovendo assembleias similares nos Estados e no Distrito Federal. Durante as assembleias unificadas também serão realizadas a confirmação do ato de criação do movimento da União dos Policiais do Brasil e a aprovação do Dia Nacional de Mobilização da UPB – União dos Policiais do Brasil, que acontecerá em Brasília.