A Redação
Goiãnia –
Uma mulher suspeita de sequestrar um recém-nascido no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, foi presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na manhã desta quarta-feira (7/6), no Guará. Ela é suspeita de raptar o bebê de Sara Maria da Silva, 19 anos, na terça-feira (6), quando mãe e filho estavam internados na unidade de saúde. A mulher, identificada como Gesianna Oliveira, é enfermeira.
A criança, de apenas 13 dias, chegou por volta das 8h30 ao Hran, onde familiares já a aguardavam. O bebê foi levado para o segundo andar do prédio, que permanece isolado. A suspeita do crime foi levada por volta das 10h40 à Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS). O diretor geral do Hran, José Adorno, concedeu entrevista afirmando que o bebê já foi examinado e que passa bem. Durante o sumiço, a mãe da criança foi acompanhada pela equipe de psicólogos do hospital.
O desaparecimento ocorreu no segundo andar do hospital, referência em Brasília e que conta atualmente com 342 leitos. Adorno afirma haver um número suficiente de vigilantes. No andar onde o desaparecimento ocorreu, câmeras estão instaladas, mas não estavam em operação. Adorno afirmou que o Tribunal de Contas do Distrito Federal anulou um contrato com a empresa responsável por fazer a gravação das imagens. Um outro processo licitatório está em curso. Enquanto isso, imagens não são gravadas.
Pedrinho
O desaparecimento ocorre 31 anos depois do Caso Pedrinho, que se tornou nacionalmente conhecido e inspirou uma novela. Em 1986, Pedro Braule Pinto foi sequestrado na maternidade do Hospital Santa Lúcia por Vilma Martins Costa. Disfarçada de enfermeira, ela retirou o bebê, que havia nascido horas antes, do berço instalado no mesmo quarto onde a mãe repousava do parto.
Antes do crime, Vilma havia simulado gravidez. Seu plano era tentar forçar o companheiro, Osvaldo Borges, a casar-se com ela. A estratégia deu certo. Até os 16 anos, Pedrinho viveu com Vilma e o então marido na cidade de Goiânia. O caso somente começou a ser desvendado em 2002, depois de denúncias. Comprovado o crime, o menino passou a morar com pais biológicos em 2003, em Brasília. Vilma foi condenada e presa. Pedro hoje é advogado, casou-se, mora em Brasília e compõe a banca de defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). (Com agências)