Larissa Lessa
A Polícia Militar realizou nesta quinta-feira (15/3) uma operação para apreender máquinas caça-níqueis em bares de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a PM, 89 máquinas foram apreendidas em cinco bares da cidade e também em um galpão, onde os equipamentos seriam fabricadas. O número de equipamentos pode ser ainda maior, já que os policiais ainda fazem o balanço da operação. Os donos dos bares foram encaminhados para o 1º Distrito Policial de Luziânia, onde foram autuados por jogo de azar. “Como é uma contravenção, eles não podem ficar presos”, explica o delegado Fabiano Medeiros.
De acordo com o comandante da operação, tenente Eric Chiericato, a suspeita é que mais pessoas participem da quadrilha que explorava o jogo de azar na cidade. Além das máquinas, que foram levadas para o 1º DP de Goiânia, também foram apreendidos R$ 12 mil em dinheiro. Os policiais também localizaram um escritório de contabilidade, que seria utilizado pela quadrilha.
Local onde as máquinas seriam montadas (Foto: Polícia Militar)
No galpão onde as máquinas seriam fabricadas, localizado no Setor Aeroporto, os policiais encontraram carcaças do equipamento, placas-mãe e mais de cem monitores. Cerca de 20 policiais participaram da operação, que foi realizada durante todo o dia de ontem.
Monte Carlo
Luziânia foi uma das cidades citadas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações da Operação Monte Carlo, que resultou na desarticulação de uma quadrilha que explorava o jogo do azar em Goiás. De acordo com a Polícia Federal, o grupo era comandado por Carlinhos Cachoeira e também tinha a participação de policiais civis e militares.
O delegado Niteu Chaves Júnior, que era responsável pelo 2º DP de Luziânia, foi um dos 82 indiciados na operação. Segundo a PF, o delegado não atuava na repressão a jogos do azar na cidade. Ele foi substituído pela Secretaria de Segurança Pública no início do mês pelo delegado Fabiano Medeiros. Também foram citados na operação policiais militares que deixariam de combater os jogos com caça-níqueis.
Monitores encontrados em casa onde seriam fabricadas as máquinas (Foto: Polícia Militar)