Lis Lemos
A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) apresentou na manhã desta terça-feira (1º/11) os dois acusados de matarem a técnica de enfermagem Andreia Cristina Honostório em dezembro de 2010. André Luis Borges e Danilo Lúcio dos Santos confessaram o crime. Eles afirmam ter recebido R$ 20 mil do médico Clóvis Batista Castanheira, que tinha um relacionamento com Andreia Cristina, com quem tem um filho.
Segundo a delegada Adriana Ribeiro, responsável pelo caso, a investigação seguiu a linha proposta pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já indicava que o pai do filho de Ana Cristina seria o mandante do crime. Danilo Lúcio foi identificado como o homem que dirigia a moto e André Luis como o autor dos disparos.
Danilo Lúcio foi preso há cerca de 15 dias em Morrinhos, com a ajuda da Polícia Militar da cidade. Ele foi o primeiro a ser identificado pelas imagens. Já André Luis foi preso em Pontalina acusado de outro homicídio e encaminhado para Goiânia como suspeito.
O depoimento de ambos foi filmado e Clóvis foi indicado como o mandante. A delegada Adriana Ribeiro pediu a prisão preventiva do médico, mas a justiça ainda não expediu o mandado. A delegada acredita que ele deve responder em liberdade, já que possui bons antecedentes. “O inquérito está pronto para remeter ao judiciário”, garante a delegada.
Caso
No dia 2 de dezembro de 2010, Andrea Cristina Honostório foi morta em frente a uma padaria no Setor Pedro Ludovico, depois de deixar o filho na escola. Dois homens em uma moto atiraram contra Andrea, que chegou a ser socorrida e levada para o Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo). A mulher morreu dois dias depois.
Desde o início das investigações, a delegada titular da Deam na época, Darlene Araújo, trabalhava com a hipótese de crime encomendado. O médico Clóvis Batista Castanheira, dono do Hospital Garavelo, que mantinha uma relação com Andrea há 10 anos, foi indicado como suspeito.