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(Foto: Divulgação/PCGO)

Polícia Civil de Goiás lança seis operações simultâneas contra facções, fraudes bancárias e delivery do tráfico

 Mandados de prisão são cumpridos em cinco estados

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19.05.2026 - 15:21:06

A Redação

Goiânia – A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (19/5), seis operações simultâneas conduzidas por diferentes unidades especializadas para o cumprimento de 113 mandados de prisão contra investigados por diversos crimes, como: tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, fraudes bancárias, estelionato virtual, fraudes eletrônicas, ocultação de valores e roubo majorado. Ao todo, são cumpridas 185 medidas judiciais nos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal.

As operações reforçam a capacidade operacional e a atuação integrada da Polícia Civil de Goiás no enfrentamento às organizações criminosas, ao tráfico de drogas e aos crimes patrimoniais e cibernéticos, demonstrando a força investigativa da instituição em ações de grande alcance interestadual.

O governador Daniel Vilela destacou o fortalecimento das forças de segurança goianas e afirmou que o Estado seguirá atuando com rigor no combate à criminalidade. “Vamos continuar garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará”, afirmou, ressaltando a integração das forças policiais, os investimentos em inteligência e tecnologia e o trabalho firme da polícia. “Goiás seguirá entre os estados mais seguros do país”, completou o governador.

As ações também resultaram no bloqueio de mais de R$ 4,2 milhões em bens e valores. O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, destacou a importância das operações simultâneas. “Essas ações demonstram a capacidade técnica e operacional da Polícia Civil no combate qualificado às organizações criminosas e aos crimes complexos. A integração entre as unidades especializadas, aliada ao trabalho de inteligência e investigação, permite atingir estruturas criminosas em diferentes estados, descapitalizando grupos e promovendo mais segurança à população”, afirmou.

Operação Agropix
A Polícia Civil, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde, cumpre mais de 80 medidas judiciais, entre prisões temporárias, mandados de busca e apreensão domiciliar e bloqueios de valores, no âmbito da Operação Agropix. As medidas judiciais são cumpridas simultaneamente nos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, com apoio integrado de diversas unidades policiais.

A investigação apura a atuação de um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade de fraude eletrônica praticada mediante acesso remoto a dispositivos das vítimas, causando prejuízo milionário a um produtor rural da cidade de Rio Verde. Segundo as investigações, os envolvidos atuavam de forma estruturada, utilizando mecanismos tecnológicos para acessar contas bancárias, realizar transferências fraudulentas e ocultar valores obtidos de maneira ilícita. Além das prisões e buscas, a operação visa interromper a movimentação financeira do grupo criminoso por meio do bloqueio de ativos e valores vinculados aos investigados.

Operação Destroyer: fase 7
Já a sétima fase da Operação Destroyer, denominada “Cobrança Final”, ocorre por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc). A ação é resultado de investigação contínua voltada à desarticulação de uma organização criminosa estruturada para a comercialização e distribuição de entorpecentes por meio de sistema de “delivery”. Ao todo, são cumpridas 40 medidas judiciais: 20 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Trindade, Goiânia e São Luís de Montes Belos.

De acordo com as investigações, o grupo possuía divisão organizada de funções, utilizando motocicletas e veículos para o transporte das substâncias ilícitas, além de manter intensa rede de comunicação voltada às vendas, logística operacional e cobrança de dívidas oriundas do tráfico de drogas.

As investigações apontam que a organização criminosa utilizava estratégias para ampliar a distribuição de drogas na região Metropolitana e dificultar a atuação das forças de segurança, operando com dinâmica semelhante a serviços de entrega rápida. A nova fase da operação busca enfraquecer financeiramente o grupo, interromper a cadeia logística do tráfico e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.

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por Bruno Hermano

*Jornalista, formado pela UFG. Editor do jornal A Redação.

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