Kamylla Rodrigues
Goiânia – A Polícia Civil afirmou nesta segunda-feira (29/02) que Jéssica Ferreira da Silva, de 23 anos, assassinada na noite desse domingo (28), na porta da casa dela, em Aparecida de Goiânia, não teria reagido ao assalto. “Tudo indica que foi por pura maldade”, relatou o delegado que investiga o caso, André Fernandes de Almeida. Os suspeitos do crime ainda não foram localizados.
De acordo com o delegado, os amigos de Jéssica que presenciaram o crime afirmaram que ninguém esboçou nenhuma reação. “Eles contaram que conversavam na porta da casa da vítima, quando dois homens em uma moto vermelha anunciou o assalto. Depois de recolher os celulares, os suspeitos mandaram todos virarem de costas, momento em que o garupa efetuou o disparo contra a jovem. Isso nos leva a crer que foi por pura maldade”, informou o delegado.
Jéssica foi atingida com um tiro na altura do ombro e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Buriti Sereno.
André Fernandes ainda contou que a dupla teria praticado outros dois assaltos no mesmo dia em Aparecida de Goiânia. “Os depoimentos das outras vítimas de assalto apontam para as mesmas características e o mesmo modo de agir dos criminosos. Conseguimos coletar detalhes na descrição física dos autores e estamos na direção certa para identificar e localizar os suspeitos. Temos a informação de que um deles usava uma camisa do Goiás Esporte Clube, o que é mais um elemento para a identificação”, ressaltou.
Segundo o delegado, nenhuma capsula foi encontrada no local do crime. “Isso sugere que a arma utilizada é um revólver. Temos certeza que esses suspeitos já possuem passagens pela polícia e isso também está sendo averiguado. Pedimos ainda a colaboração da população que se tiver qualquer informação repasse de forma anônima pelo número 197. É uma questão de honra prender esses suspeitos”, ressaltou.
O caso, que está sendo tratado como latrocínio – roubo seguido de morte – é investigado pelo 6° Distrito policial de Aparecida de Goiânia e por uma equipe do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).