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(Foto: Ministério da Saúde)

Pneumo 20 no SUS: o que você precisa saber sobre a nova vacina

514 mil doses foram distribuídas

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02.07.2026 - 17:44:52

São Paulo – A vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) já começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição das primeiras 514 mil doses foi iniciada e a expectativa é chegar a 6,1 milhões até o fim do ano.

A Pneumo 20 foi incorporada ao SUS em 3 de junho e substituirá gradualmente a Pneumo 10 no calendário vacinal infantil. Segundo o ministério, a expectativa é ampliar a proteção e reduzir hospitalizações, sequelas e mortes associadas às infecções pneumocócicas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível por vacinas. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

O que é a Pneumo 20?

A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria que pode causar desde infecções mais comuns, como otite e sinusite, até pneumonia, meningite e sepse.

Segundo Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o número que dá nome à vacina indica justamente a quantidade de sorotipos contemplados. Atualmente, são conhecidos mais de 100 tipos diferentes da bactéria, e a ampliação da cobertura busca aumentar a proteção contra aqueles mais associados às formas graves da doença.

Qual a diferença entre a Pneumo 20 e a Pneumo 10?

A principal diferença está na ampliação da cobertura. Enquanto a Pneumo 10 protege contra dez sorotipos da bactéria, a Pneumo 20 amplia essa proteção para 20.

Para Cunha, a incorporação da nova vacina representa um “avanço importante”. “Desde a introdução da vacina Pneumo 10, tivemos a substituição de sorotipos que ela não contemplava, em especial os sorotipos 19A e 3, que são os dois principais causadores de doenças graves causadas pelo pneumococo, especialmente meningite”, explica.

Quem poderá receber a Pneumo 20 pelo SUS?

A vacina será oferecida para:

– crianças menores de 5 anos;

– indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação com vacina pneumocócica conjugada;

– idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;

– pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Segundo Cunha, pacientes com doenças crônicas ou com o sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos que mais devem se beneficiar da ampliação da proteção.

Como fica o esquema vacinal durante a transição?

Enquanto houver estoque da Pneumo 10, o calendário infantil seguirá o seguinte esquema:

– uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses;

– uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses;

– uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.

O reforço deve ser aplicado com intervalo mínimo de 60 dias após a segunda dose. Até a conclusão da transição, as vacinas pneumocócicas 13-valente (VPC13) e 23-valente (VPP23) seguirão sendo usadas em situações específicas. Depois, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20.

Quem já tomou a Pneumo 10 precisa receber a nova vacina?

Depende.

Crianças que iniciaram o esquema vacinal, mas ainda não o concluíram, poderão completar a vacinação com a Pneumo 20 durante o período de transição.

Já aquelas que finalizaram todo o esquema com a Pneumo 10 não receberão uma dose adicional pelo SUS, exceto quando fizerem parte dos grupos atendidos pelo CRIE em razão de alguma condição clínica especial, explica Cunha.

A vacina é segura? Quais são as reações mais comuns?

Sim. Antes de ser incorporada ao SUS, a Pneumo 20 já era utilizada na rede privada e faz parte de uma tecnologia já conhecida na vacinação contra o pneumococo.

“Como qualquer vacina, podem ocorrer eventos adversos. Mas, em geral, são leves e locais”, afirma Cunha. Os efeitos mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, além de febre e mal-estar, que podem ocorrer nos dois ou três primeiros dias após a imunização.

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por Agência Estado

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