José Cácio Júnior
acusados de sequestrar e tentar extorquir a família de um farmacêutico
se apresentaram na Polícia Militar (PM) neste sábado (26/11) e prestaram
depoimento à Corregedoria do órgão. Conforme informou a própria
assessoria de comunicação da PM, o farmacêutico seria conhecido por
vender remédios abortivos (Citotec).
8º Distrito Policial (DP), os dois militares, que não tiveram os nomes
divulgados, teriam contado com a ajuda de mais um homem para realizar o
sequestro na noite de sexta-feira (25/11). A vítima foi abordada quando
saía do Carrefour (Sul), por dois homens que usavam um Renault e um
terceiro em uma moto. A vítima, que estava em um Palio prata, foi levado
no outro veículo até o estacionamento do Serra Dourada, enquanto um dos
acusados conduzia o carro da vítima.
ligar para a família do farmacêutico, solicitanto R$ 10 mil para o
resgate. O dinheiro seria entregue em um posto de combustível atrás do
Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, para onde os quatro se
encaminharam. O farmacêutico foi colocado no porta-malas do carro.
condutor da moto foi encarregado de pegar o dinheiro do resgate.
Chegando no local, ele acabou sendo reconhecido pelo filho da vítima,
que só tinha conseguido juntar R$ 2 mil. O filho do farmacêutico fugiu
do local e começou a receber telefonemas do motociclista, que o ameaçava
de morte caso avisasse a polícia.
Boletim de Ocorrências, mesmo sem explicar detalhes, a vítima conseguiu
fugir do porta-malas e registrou ocorrência na delegacia. De acordo com o
assessor de Comunicação da PM, tenente-coronel Divino Alves, o
farmacêutico, em seu depoimento, disse que os policiais tentaram
extorquí-lo para não ser denunciado por tráfico de medicamentos
abortivos.
explica que a PM procurou os dois militares, mas não os encontrou pois
estavam em serviço. Eles se apresentaram hoje à Corregedoria do órgão,
com os respectivos advogados e registraram seu depoimento. O terceiro homem, que conduzia a motocicleta, ainda não havia sido localizado.
coronel Alves, na versão dos policias, eles simularam uma compra de
medicamentos abortivos com intermediação do farmacêutico para prendê-lo
em flagrante. Como os militares se apresentaram de maneira espontânea à
PM, eles não foram suspensos ou retirados de serviço. “Não existe
flagrante. Será instaurado procedimento administrativo para investigar o
caso”, explica o assessor de Comunicação da PM.