A Redação
Goiânia – A Embratur, em parceria com o Sebrae Goiás e o Governo de Goiás, realizou nesta terça-feira (7/4) o lançamento do Plano Brasis no estado. A iniciativa tem como objetivo orientar a atuação da região no mercado internacional, alinhando estratégias nacionais às particularidades e potencialidades locais para atração de turistas de outros países.
O documento traz a força goiana em diversos segmentos e destinos já consolidados e também aponta oportunidades para ampliar a presença do estado em mercados emissores estratégicos, reforçando a importância da atuação integrada entre setor público e iniciativa privada.
O roteiro do plano foi desenhado de forma coletiva para colocar os destinos goianos nas principais prateleiras do turismo mundial. O documento funciona como um guia técnico que une a inteligência de dados à identidade única do território. O objetivo é atrair mais turistas estrangeiros, prolongar a permanência desses visitantes no estado e fortalecer a economia local através de um modelo de turismo sustentável que integra o setor público e a iniciativa privada.
Momento de otimismo
O lançamento do plano acontece em um momento de otimismo. De janeiro a março deste ano, foram emitidos cerca de 6.516 bilhetes de passagens aéreas de outros países para Goiás. O número é 10,16% maior que o mesmo período em 2025. Para o diretor de Marketing, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, o sucesso internacional depende de planejamento e união.
“Goiás ainda não está plenamente inserido no mapa internacional do turismo, não por falta de potencial, mas porque não vinha sendo promovido de forma estruturada no exterior. O Plano Brasis nasce justamente para mudar esse cenário, trazendo mais integração e apostando na diversificação dos produtos turísticos brasileiros no mercado internacional”, disse.
Conforme o diretor, “o turismo internacional tem impacto direto na economia”. “O visitante estrangeiro tende a permanecer mais tempo no destino, gastar com mais qualidade e gerar efeitos positivos nas comunidades locais. Esse movimento contribui para qualificar o setor, elevar o padrão dos serviços e ampliar a geração de emprego e renda”, aponta Bruno Reis.
Para a coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, “o plano posiciona o país de forma estratégica no mercado internacional, com um objetivo que nos conecta em torno de um futuro comum”. “Ao mesmo tempo, reconhece e valoriza as vantagens competitivas de cada unidade da federação, permitindo que estados como Goiás assumam um papel protagonista nesse movimento”, afirmou.
“O turismo é feito por pessoas e para pessoas, e isso precisa estar no centro de qualquer estratégia. Ele é experiência, é identidade, é o encontro entre cultura, território e inovação. Goiás demonstra isso ao integrar suas riquezas naturais, o artesanato e iniciativas inovadoras, como o trabalho com startups voltadas ao setor”, completou Ana Clévia Guerreiro.
O fortalecimento dos pequenos negócios como base da cadeia turística é um dos pilares da estratégia, como destaca o diretor técnico do Sebrae Goiás, Marcelo Lessa. “O turismo tem um efeito direto e multiplicador na economia local, movimentando uma cadeia que envolve hotelaria, gastronomia, comércio e serviços, e gerando oportunidades concretas nos municípios. Ao mesmo tempo, é fundamental que esse crescimento aconteça com segurança e qualidade, especialmente para atrair o turista internacional.”
A diretora de Fomento ao Turismo da Goiás Turismo, Daniella Barbosa, compartilha a visão. “O Plano Brasis é uma ferramenta estratégica que nos permite identificar com mais precisão quais são os países emissores prioritários, o que contribui diretamente para a construção de políticas públicas mais eficazes”, concluiu.
Destinos
O documento mostra a força de Goiás como destino de natureza, cultura e experiências autênticas, com destaque para o Cerrado. Entre os principais atrativos estão a Chapada dos Veadeiros, reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade, Terra Ronca, Pirenópolis, Araguaia e o complexo hidrotermal de Caldas Novas.
Vivências em comunidades tradicionais, observação da vida silvestre, turismo religioso e eventos culturais integram a estratégia de diversificação da oferta. A sustentabilidade aparece como eixo transversal, reforçando o compromisso com um modelo de turismo responsável, inclusivo e alinhado às novas demandas do mercado. O plano também aponta destinos como Goiânia, Anápolis e Rio Verde como polos estratégicos para o turismo de negócios e eventos, ampliando a competitividade do estado em diferentes segmentos.
O encontro reuniu autoridades, representantes do trade turístico, gestores públicos e parceiros institucionais para apresentação das estratégias e discussão de ações conjuntas. Do Governo do Estado, acompanharam a agenda a diretora de Fomento ao Turismo da Goiás Turismo, Daniella Barbosa, e do Sebrae Goiás, o diretor superintendente Antônio Carlos de Souza Lima Neto.
