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(Foto: reprodução)

Placas blindadas e ‘agentes de contra-ataque’: como foi a segurança de Trump no jantar de gala

Homem armado tentou invadir evento da Associação de Correspondentes da Casa Branca

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26.04.2026 - 10:30:34

São Paulo – Acredita-se que o suspeito detido após um tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança do evento, no qual o presidente Donald Trump discursaria, por ser hóspede do hotel.

O suspeito do tiroteio foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Autoridades informaram a repórteres após o incidente que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas.

A segurança para o evento anual é sempre rigorosa quando o presidente comparece, especialmente devido ao histórico do local — há 45 anos, o Washington Hilton foi palco de uma tentativa de assassinato do presidente Ronald Reagan — e as autoridades argumentaram que sua “proteção em múltiplas camadas” funcionou conforme o planejado.

O chefe interino da Polícia Metropolitana de Washington, Jeffery Carroll, disse a repórteres na noite de sábado que os investigadores acreditam que o suspeito estava hospedado no hotel e que parece ter sido assim que ele conseguiu entrar no hotel no momento do evento.

Como funcionou o esquema de segurança
O hotel foi fechado ao público a partir das 14h de sábado, em antecipação ao jantar, que começou às 20h. Do lado de fora, dezenas de manifestantes se reuniram na chuva — a maioria direcionando suas críticas à imprensa presente no evento.

O acesso ao hotel foi restrito a hóspedes, pessoas com ingressos para o jantar, convites para uma das recepções realizadas no hotel antes ou depois do jantar, ou documentos da Associação de Correspondentes da Casa Branca que indicassem vínculo com o jantar.

Os 2.300 convidados do evento no amplo salão subterrâneo do hotel tiveram que passar por diversas verificações adicionais para entrar, incluindo a apresentação de ingressos para voluntários da associação e funcionários do hotel, além da passagem por detectores de metal operados pelo Serviço Secreto e pela Administração de Segurança de Transporte (TSA).

Não foi informado imediatamente o horário em que o suspeito fez o check-in no hotel. Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump nas redes sociais logo após o incidente mostram o atirador correndo ao lado de agentes de segurança que parecem estar desmontando os detectores de metal. Uma vez que o presidente se acomodou no salão, outros convidados foram impedidos de entrar na área restrita, motivo pelo qual os detectores estavam sendo removidos.

“Isso demonstra que nosso sistema de proteção em múltiplas camadas funciona”, afirmou o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran. Seus comentários foram corroborados por Carroll, que disse que o plano de segurança para a noite foi desenvolvido pelo Serviço Secreto e que “esse plano de segurança funcionou esta noite”.

Medidas adicionais durante o jantar
Dentro do salão, durante o jantar, foram implementadas medidas de segurança adicionais. O Serviço Secreto dos EUA manteve um perímetro adicional ao redor do presidente, incluindo uma área de segurança que o separava, juntamente com os demais convidados sentados à mesa principal, do restante dos presentes. Placas blindadas foram escondidas sob a mesa onde Trump estava sentado.

Agentes do Serviço Secreto estavam em seus postos em frente ao palco e nas laterais, como agentes de contra-ataque fortemente armados, prontos para responder a ameaças. Equipes de segurança para dezenas de outros convidados ilustres também estavam presentes no salão de baile.

Entenda o que ocorreu
Por volta das 20h, minutos após o início do evento, um atirador passou correndo por um posto de controle de segurança no Washington Hilton, de acordo com um vídeo de segurança postado por Trump.

No vídeo, vê-se policiais perseguindo o homem, enquanto agentes vestidos de smoking sacam suas armas e correm em direção ao salão de baile. Testemunhas no interior disseram que um barulho alto foi ouvido do lado de fora da sala. Os funcionários do bufê gritaram e correram para as escadas, enquanto os participantes se abaixavam e se agachavam contra as paredes.

O atirador trocou tiros com as autoridades antes de ser neutralizado pelo Serviço Secreto. Ele não entrou no salão de baile, segundo as autoridades. Os investigadores acreditam que ele tenha disparado pelo menos uma vez, informou a polícia de Washington. As autoridades ainda estavam analisando as provas balísticas e os cartuchos.

Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades de alto escalão foram escoltados para fora do hotel por volta das 21h45 no horário local.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca mais tarde naquela noite, Trump disse que um agente do Serviço Secreto havia sido baleado, mas foi protegido por um colete à prova de balas. Ele foi levado a um hospital, informaram as autoridades. Não houve relatos de outros feridos, de acordo com Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna.

O que é o jantar dos correspondentes da Casa Branca
Todos os anos, a Associação de Correspondentes da Casa Branca organiza um jantar para celebrar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda (que protege a liberdade de expressão nos Estados Unidos). Fundada em 1914, a associação representa cerca de mil jornalistas que cobrem a Casa Branca.

O evento atrai centenas de jornalistas, celebridades e políticos dos dois principais partidos. Há décadas, ele é realizado no Washington Hilton.

“Graças a Deus, ele (Trump), a primeira-dama e todos os que estavam participando do WHCD (jantar dos correspondentes) estão bem”, disse Weijia Jiang, presidente da associação e correspondente da CBS na Casa Branca, nas redes sociais.

Trump, que tem um relacionamento tenso com a mídia, já havia boicotado o evento anteriormente. O sábado marcou sua primeira aparição durante qualquer um de seus mandatos. Ele participou pela última vez em 2011, quando era estrela de reality show.

Ele disse que o jantar seria remarcado dentro de um mês. “Este era um evento dedicado à liberdade de expressão que deveria reunir membros de ambos os partidos com membros da imprensa. E, de certa forma, isso aconteceu”, disse Trump no sábado. “Vi uma sala que estava totalmente unida. De certa forma, foi muito bonito, uma coisa muito bonita de se ver.” /Com informações da AP e do NYT

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por Agência Estado

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