A decisão sobre a paralisação da obra do Parque Mutirama foi adiada por, pelo menos, mais uma semana. O conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), ex-deputado estadual Honor Cruvinel (PSDB), pediu mais sete dias de prazo para analisar o relatório do conselheiro Sebastião Monteiro, que determina a suspensão das licitações.
O próprio Honor, na semana passada (17/11), já havia pedido vistas do relatório, prorrogando por sete dias a votação. Nesta quinta-feira, ao pedir nova distenção do prazo, ele explicou que não teve tempo de ler o relatório pois chegou de Belém (PA) na madrugada desta quinta-feira (24/11), onde participou do 26º Congresso dos Tribunais de Contas. O pedido de adiamento foi acatado pela 2ª Câmara do TCM, que avalia o processo.
Autor das denúncias que levou à investigação por conta do TCM e Ministério Público (MP), o vereador Elias Vaz (PSol) acusou interferência política do governador Marconi Perillo (PSDB) na prorrogação da votação. Elias relata suspeita do vínculo da situação do Mutirama com o acordo para saldar as dívidas da Celg, negociado entre os governos estadual e federal.
“Nos bastidores estão dizendo que existe esta interferência. Parece que estão colocando o Mutirama no bolo da negociação da Celg”, afirma Elias, dizendo considerar “estranho” o fato de Honor, filiado ao PSDB, ter adiado novamente uma decisão que diz respeito ao prefeito Paulo Garcia (PT).
Integrante da oposição ao prefeito na Câmara Municipal, o vereador Santana Gomes (PSD) não acredita em relação do acordo da Celg com o caso Mutirama. “Nós não podemos vincular os governos estadual e federal à corrupção.”
Manifestação
Definido como “apartidário” e contrário à corrupção, o Movimento Brasil Contra a Corrupção protestou durante a sessão que prorrogou o pedido de vista de Honor Cruvinel. Fernando Nery, coordenador do grupo em Goiás, pede que o TCM vote o processo do Mutirama com transparéncia. “O povo não deixou de acompanhar estas questões. Existem indícios de corrupção na obra e queremos que tudo seja tratado com transparência.”