Lis Lemos
A Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) promoveu na manhã de quinta-feira (25/8) uma caminhada no Parque Vaca Brava para protestar contra o Plano Nacional de Educação (PNE). O evento faz parte da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Segundo o gestor administrativo da Apae, Marcos Borges, o novo plano que será apreciado pelo Congresso Nacional não contempla as Escolas Especiais, o que afeta diretamente as Apaes e demais escolas que trabalham com crianças com deficiência intelectual.
Para Borges, a nova resolução faz com que as escolas "deixem de ter a possibilidade de verbas públicas". Ele explica que os professores que atendem na escola são da rede pública municipal e estadual e que também recebem verbas da merenda escolar. Além disso, muitas Apaes do interior funcionam em prédios públicos. Ao todo são 50 Apaes em todo o Estado e em Goiânia, ela atende 510 famílias.
Embora defenda a manutenção das escolas especiais, Marcos avalia que a educação inclusiva é o ideal, mas que as escolas públicas não estariam preparadas para receber esses alunos. "A escola tem que ser inclusiva,mas sabemos que existem barreiras arquitetônicas, os professores não estão qualificados, enfim, falta aparato para cuidar desses alunos", defende.