Roberta Rodrigues
Goiânia –
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, apresentou dados na manhã desta terça-feira (9/1) na Casa da Indústria, em Goiânia, e considera uma visão otimista para o futuro do Estado de Goiás.
Segundo Mabel, o estado vem apresentando recuperação econômica ainda discreta, mas que pode tornar-se vigorosa a partir do segundo semestre de 2019.
"Após um ano de instabilidades, os rumos da economia goiana serão ditados, mais do que nunca, pelo comportamento dos governos federal e estadual", afirmou Sandro Mabel, explicando que apesar de toda instabilidade nos cenários econômico e político que afetaram vários setores do país, a área industrial apresentou crescimento em 2018.
Segundo dados apresentados por Mabel, o setor industrial goiano aumentou sua representatividade no Produto Interno Bruto (PIB), de 2,9% para 3,3% do total. Além de apresentar um saldo positivo na geração de empregos, com quase 9 mil postos de trabalho, aproximadamente 3 mil a mais em relação a 2017.
O presidente da Fieg considera que o cenário ficou nebuloso para Goiás após o presidente Jair Bolsonaro sancionar o Projeto de lei que prorroga por mais cinco anos os incentivos fiscais para as empresas instaladas nas áreas das superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene) deixando de fora a Superintendência de Desenvolvimento do Centro- Oeste (Sudeco). Isso aconteceu pouco menos de um mês após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter sinalizado para cortes da ordem de até 50% no repasse de recursos para o Sistema S, do qual a Fieg faz parte.
Para Sandro Mabel, esse cenário deixa os economistas com um pé atrás no momento de fazer estimativas para 2019. Contudo, a indústria prevê queda na taxa de desemprego, uma inflação em torno de 4,1%, a taxa nominal de juros básicos da economia em 7,50% ao ano no fim de 2019 e a cotação média do dólar em R$ 3,78. "A balança comercial deve fechar 2019 com um saldo positivo e a tendência é que Goiás siga esse cenário", comenta o presidente da Fieg.
Para que a retomada do crescimento econômico em Goiás se faça robusto, a Fieg considera necessário o efeito de medidas, no âmbito federal, a exemplo de ajuste duradouro nas contas públicas, avanço nas reformas estruturantes, como ambiente de negócios, entre as quais a desburocratização.