A Redação
Goiânia –
A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG) realiza neste sábado (7/11), às 19h, o concerto para madeiras e metais “Palhetas e Bocais”. O evento on-line, que apresentará a música de câmara francesa, será transmitido pelo
canal da Orquestra no YouTube. O
projeto é da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (Sedi).
A organização explica que a música de câmara é feita por pequenos grupos de músicos, instrumentistas ou cantores. Segundo Patrick Viglioni Cabral, que participa da Orquestra, relata que o repertório é uma serenata para nove instrumentos de sopro, duas flautas, dois oboés, duas clarinetas, uma clarineta baixa clarone e dois fagotes. “Meu papel nesse processo foi de instrutor, de preparar os meninos para tocar. Então, o objetivo era fazer com que eles conseguissem escutar mais os colegas e fazer esse trabalho mais individual, que é muito mais exposto em uma formação menor do que na orquestra como um todo. Fiquei muito feliz com o desempenho dos músicos”, pontua.
De acordo com o instrumentista João Roberto Siqueira Júnior, este tipo de concerto específico de naipes de instrumentos é uma oportunidade para o público ter uma maior referência de timbres dos instrumentos de Orquestra. “Praticar música de câmara é perfeito para aprimorarmos afinação e sonoridade, declara.
Segundo Patrick Viglioni, o concerto de música de câmara é muito importante na formação do músico. “Na orquestra tem-se uma dependência muito grande do maestro. Claro que o maestro é de extrema importância, mas os músicos têm que ser habituados a tocar entre si e, com esse tipo de formação, nós criamos uma independência muito grande. O gostoso da música de câmara é que se tem uma liberdade maior de interpretação do que em uma Orquestra completa. Eu sinto que parte da minha evolução como intérprete se deu por causa da música de câmara”, avalia.
Sobre os cuidados, eles afirmam que buscam seguir todos os protocolos de higiene e distanciamento. Entretanto, para Sarah Orioli, apesar desse tipo de música estar entre as que mais gosta de executar, a situação atual é bastante desafiadora, justamente pela necessidade das medidas de segurança. “As placas de acrílico entre os músicos impedem que o som seja projetado de maneira natural. Assim, não conseguimos ouvir os colegas direito e estamos experimentando uma nova relação com o som do naipe. Na verdade, estamos reaprendendo a tocar em conjunto”, comenta.