A Redação
Goiânia – Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e da Polícia Civil cumpriu, nesta segunda-feira (16/8), 10 mandados de busca e apreensão ex-vereadores, um ex-secretário e no gabinete da presidência da Câmara Municipal de Vereadores de Formosa.
Conforme o MP-GO, a investigação descobriu um esquema de contratação de apadrinhados políticos para prestar serviços à Prefeitura de Formosa. As efetivações eram feitas por meio da Cooperativa Recicla, de catadores de lixo, sem a necessidade de concurso público. A empresa que intermediava contratações faturou R$ 20 milhões.
Ainda segundo o órgão, o contrato entre o município e a cooperativa se deu por falta de dispensa indevida de licitação, entre os anos de 2012 e 2016.
Os alvos dos mandados de busca e apreensão são o presidente da Câmara de Vereadores, Acinemar Gonçalves Costa, o Nema; os ex-vereadores Antônio Faleiro Filho, Emílio Torres de Almeida, Jesulindo Gomes de Castro, Jorge Gomes da Mota, Nélio Marques de Almeida e Wenner Patrick de Sousa, além do ex-secretário Rodrigo Melo da Natividade.
Suspeitos se valeram dos cargos públicos para solicitar vantagem indevida, afirma promotor:
Segundo o promotor de Justiça, Douglas Chegury, o MPGO busca responsabilizar os agentes políticos da época que se valeram da condição de vereadores e secretário para solicitar vantagem indevida, consistente em contratações sabidamente ilegais de seus protegidos políticos, com a utilização da cooperativa, para a prestação de serviços ao poder público municipal. Esta atitude configura o delito de corrupção passiva, explicou o promotor de Justiça.
A Operação Críton é a segunda fase da Operação Treblinka, realizada em julho de 2019, que resultou na condenação, em julho deste ano, dos ex-prefeitos Pedro Ivo de Campos Faria e Itamar Sebastião Barreto, além dos ex-secretários Abílio de Siqueira Filho, Eduardo Leonel de Paiva e Gilmar Francisco de Sousa, e da funcionária da Cooperativa Recicla Flavineide Rocha, a penas de detenção que variam de 3 a 5 anos, a serem cumpridas em regime aberto. Eles também terão de ressarcir os cofres municipais.