A Redação
Goiânia – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (2/10) a Operação Oroborus, visando combater crime ambiental de tráfico de madeiras extraídas de florestas pertencentes a unidades de conservação federal e terras indígenas, localizadas na região Norte do Brasil.
Cerca de 60 policiais federais estão cumprindo 13 mandados de busca e apreensão nos Estados de Goiás e Pará, sendo um em Aparecida de Goiânia, 11 em Anápolis e um em Marabá (PA).
A investigação identificou um grupo criminoso que promove o transporte e comercialização de madeira de origem clandestina do norte para outras regiões do país, utilizando integrantes que serviam-se de olheiros e batedores a fim de obter informações de policiamento nas estradas, para desviar percursos e evitar fiscalizações.
Em caso de abordagens fiscalizatórias, os integrantes do grupo apresentavam Documentos de Origem Florestal (DOFs) e Guias de Transporte Florestal (GTFs) falsificados, no afã de dar aparência de legalidade à madeira extraída (angelim-vermelho, angelim-pedra, angico, ipê entre outras espécies).
Os investigados, dentre eles um ex-superintendente do Ibama em Goiás, poderão responder pelos crimes de associação criminosa e tráfico de madeira, com penas que, somadas, alcançam mais de 12 anos de prisão.
O nome da operação, de origem grega, faz referência a uma serpente que se alimenta do próprio corpo, isto é, daquilo que dá sustento à sua própria vida. Retrata a prática do tráfico de madeira no país, onde os malfeitores “alimentam-se” da destruição daquilo que é essencial à vida humana, as florestas.