José Cácio Júnior
Atualizado às 19h07
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a relação do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, recebeu a adesão de quase todos parlamentares que possuem mandato por Goiás.
No Senado, os senadores Lúcia Vânia e Cyro Miranda, ambos do PSDB, assinaram o requerimento em conjunto com outros parlamentares da oposição. Na Câmara dos Deputados, dez deputados federais já assinaram o documento: Heuler Cruvinel (PSD), Ronado Caiado (DEM), Pedro Chaves (PMDB), Rubens Otoni (PT), Marina Sant’Anna (PT), Iris de Araújo (PMDB), João Campos (PSDB), Leonardo Vilela (PSDB), Leandro Vilela (PMDB) e Sandes Júnior (PP).
O deputado Sandro Mabel (PMDB) afirmou que assinará em breve o requerimento. A assessoria de imrpensa de Carlos Alberto Leréia (PSDB) – que pode ser expulso do partido pela sua ligação com Cachoeira – enviou nota, em que o tucano afirma que assinaria o pedido de CPMI. No gabinete do parlamentar Armando Vergílio (PSD), a informação é de que ele também iria aderir ao documento.
Deputado Ronaldo Caiado assina requerimento da CPMI (Foto: reprodução/Twitter)
A assessoria dos deputados Jovair Arantes (PTB), e Flávia Morais (PDT) não souberam afirmar se eles já assinaram o requerimento. Flávia, que havia assinado o pedido de CPI que seria aberto na Câmara dos Deputados, deve fazer parte da investigação.
A informação no gabinete de Roberto Balestra (PP) é que o pepista não costuma assinar CPIs. Já a deputada Magda Mofatto (PTB), em viagem oficial à China desde o dia 9 de abril, só deve decidir depois do dia 16, quando retornará ao Brasil. Segundo a assessoria da Câmara, a viagem não terá custos para a Casa.
Segundo a coluna Radar Online da revista Veja, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) já conseguiu 28 das 27 assinaturas necessárias. Na Câmara, é preciso a adesão de 171 deputados.
A abertura da CPMI é foco de dúvida no Congresso, já que o governo federal poderia agir para atrasar ao máximo a realização dos trabalhos. O receio é que as investigações sobre a relação dos parlamentares fujam do controle. “Existe um trabalho nos bastidores por parte do governo que visa retardar os trabalhos da CPI. Estamos de olho. Que tudo seja investigado”, afirmou Caiado pelo Twitter.