Nova York – O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião nesta quarta-feira (25/9) liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou unanimemente uma resolução para barrar o fluxo de combatentes estrangeiros que tentam apoiar ou se unirem a grupos extremistas como o Estado Islâmico.
A resolução é simbólica, mas evidencia a união do Conselho de Segurança em lidar com a questão. Obama reconheceu, no entanto, que "resoluções não serão suficientes". Para Obama, os países precisam se unir para enfrentar a ameaça "real e crescente" dos militantes terroristas estrangeiros.
Segundo Obama, mais de 15 mil combatentes de 80 países viajaram à Síria para se unir ao Estado Islâmico. "O mundo tem que redobrar os esforços para lidar com as causas da ideologia extremista", acrescentou. "As palavras ditas aqui hoje precisam ser acompanhadas e traduzidas em ações", disse o presidente norte-americano. "Se já houve um desafio em nosso mundo interconectado que não pôde ser enfrentado por apenas uma nação é este."
Moradores de Maaret al-Numan, na Síria, protestam contra o regime de Bashar al-Assad e os bombardeiros dos EUA em casa de cívis. (Foto: Edlib ENN/Network News)
Obama também expressou sua solidariedade aos franceses após a morte do guia de montanhismo Hervé Gourdel, decapitado em um vídeo publicado por extremistas argelinos nesta quarta-feira. Os militantes dizem que o assassinato é uma retaliação pelo envolvimento da França na campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra militantes no Iraque e na Síria. A reunião do Conselho de Segurança ocorreu durante o encontro anual da Assembleia Geral da ONU.
Novos ataques
Os Estados Unidos e um grupo de cinco aliados árabes – Bahrein, Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Catar – lançaram uma segunda rodada de ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico na Síria, anunciou o Pentágono na noite desta quarta-feira. A série mais recente de ofensivas teve início com um bombardeio coordenado entre os EUA e a Jordânia contra uma área de testes do grupo extremista na fronteira do Iraque.
Mais tarde, um ataque muito maior destruiu alvos em diversas localidades controladas pelos militantes. O Pentágono não deu maiores detalhes sobre esses bombardeios mais recentes, mas autoridades disseram que os focos foram territórios do Estado Islâmico.
Aeronaves militares árabes mais uma vez voaram junto com os aviões norte-americanos, disseram os oficiais, mas eles se recusaram a informar exatamente quais países participaram dessa segunda rodada de ofensivas. (Agência Estado)