No Marco Zero – local onde ficavam as torres gêmeas de Nova York – Obama tocou os nomes inscritos em bronze, todos de vítimas dos ataques. Na Pensilvânia, ele caminhou ao longo de um outro memorial, feito de paredes de mármore com os nomes de 40 passageiros e tripulantes de um avião que caiu em Shanksville enquanto as vítimas tentavam sem sucesso retomar das mãos dos sequestradores o controle da aeronave.
Obama e sua esposa, Michelle, caminharam juntos com o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, e sua esposa, Laura, até o North Memorial Pool. Todos tocaram os nomes e baixaram as cabeças, para depois cumprimentar as famílias das pessoas que morreram nos incidentes com as torres gêmeas.
Primeiro reencontro
Foi a primeira vez que Bush e Obama se encontraram desde janeiro de 2010, quando apareceram juntos no Jardim das Rosas, da Casa Branca, pouco depois do terremoto no Haiti. Hoje, ambos estavam protegidos por vidros blindados durante a cerimônia, um indício de que a vigilância era forte.
Pensilvânia
Em Shanksville, a visita do presidente atraiu aplausos espontâneos dos presentes ao memorial. Obama e sua esposa permaneceram no local para tirar fotos com os visitantes e cumprimentar crianças. Em determinado momento, um homem gritou: "Obrigado por pegar Bin Laden". Eles então caminharam até uma pedra que marca o local onde o avião caiu e permaneceram quietos por algum tempo.
"Acho simplesmente importante que o presidente demonstre apoio às famílias que perderam entes queridos", disse Jaleel Dyson, de 18 anos, que faz faculdade na região e compareceu ao memorial para homenagear as vítimas.
No Pentágono, o casal Obama também se misturou com aqueles que visitaram o memorial, alguns deles vestindo camisetas com fotos das vítimas. O presidente norte-americano, que era senador pelo Estado de Illinois na ocasião dos ataques, disse em entrevista à NBC News que "dez anos depois, eu diria que a América passou por isso de uma forma condizente com nosso caráter. Cometemos erros. Algumas coisas não aconteceram tão rápido quanto era necessário. Mas no geral, lutamos com a Al-Qaeda, preservamos nossos valores nossa natureza." (Agência Estado)