A Redação
Goiânia – A Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás (OAB-GO) lamentou, no domingo (4/2), a morte de Sabrina Bittencourt, ativista social dedicada à luta contra todas as formas de violência contra a mulher e que ajudou a denunciar o médium João de Deus.
Em nota assinada pela Comissão da Mulher Advogada, a OAB-GO lembrou que a vida de Sabrina Bittencourt, conforme a própria ativista destacada, foi marcada pela defesa de causas humanitárias. "Protegendo e acolhendo mulheres abusadas e violentadas, mas também trabalhando na busca de crianças desaparecidas do Brasil e em prol de deficientes da África e indígenas", diz o texto.
"Sabrina se declarou abusada em sua infância e adolescência, na comunidade religiosa que sua família frequentava. Sua bandeira foi relevante, haja vista a violência contra a mulher que assola a sociedade brasileira e o mundo. Seu legado é de humanismo, coragem, intrepidez e alteridade. Que essa luta por respeito, justiça e igualdade, sobretudo a mulheres e crianças, permaneça como exemplo a todos nós, indistintamente", completa o texto.
A morte
A família de Sabrina Bittencourt, que coletou denúncias contra o médium João de Deus e criou o movimento Combate ao Abuso no Meio Espiritual (Coame), divulgou neste domingo, 3, que a ativista morreu no sábado, por volta das 21 horas. Um dos grupos de combate a abusos aos quais ela estava ligada afirmou tratar-se de suicídio. Inicialmente, família e grupos falavam em morte na Espanha; à noite, divulgou-se que seria no Líbano.
A morte foi confirmada pelo filho Gabriel Baum e por Maria do Carmo Santos, presidente do grupo Vítimas Unidas, criado por mulheres abusadas pelo ex-médico Roger Abdelmassih, com quem Sabrina lutava para coletar provas e reunir vítimas para denunciar crimes sexuais. Procurado, o Consulado em Barcelona informou à tarde, porém, que a polícia não havia reportado nenhum caso ao órgão, como é de praxe.