A Redação
Goiânia – Além de acompanhar as investigações sobre as mortes de detentos da Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia, membros das das comissões de Direitos Humanos e de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) também dão suporte às famílias dos reeducandos. Foram três os presos encontrados mortos nas dependências da Casa de Prisão Provisória (CPP) , em duas celas diferentes.
As mortes foram registradas nas celas 2 e 6 da Ala B, do Bloco 1, e por essa razão visitas no bloco 1 estão suspensas e ainda não há informações sobre o retorno. Também não foi possível realizar vistoria in loco por questão de segurança, mas a OAB já está em tratativas.
A seccional vai acompanhar as investigações realizadas pela Delegacia Geral de Administração Penitenciária, uma vez que foi instaurado procedimento administrativo interno e também pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia, que vai instaurar inquérito para apurar o contexto do fato. A diretoria do presídio também confirmou a identidade dos custodiados e informou que não existem detentos feridos na unidade.??
Segundo a presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), Larissa Bareato, nesse momento é realizado também um apoio às famílias dos detentos mortos. "Além de apurar os fatos, a CDH esteve no local para prestar auxílio às famílias. Esse apoio vai além do viés jurídico, também com informações e orientações sobre sepultamento e acompanhamento", explica Bareato.
Nos próximos dias, as comissões da seccional vão ouvir detentos e agentes. O objetivo das oitivas é colher informações e verificar as condições do local e, ainda, realizar registros para que um relatório seja produzido com recomendações à DGAP.?